
Source: SPACE.com: All about our solar system, outer space and exploration
The Large Hadron Collider has not yet seen any of the microscopic black holes that inspired numerous scare stories in recent years.
Many theorists actually hope the collider, based near Geneva, Switzerland, will create short-lived, miniature black holes. These would not pose a threat to Earth, but they would provide evidence for hypothetical extra dimensions that might lie beyond the 3D world we normally experience.
If these dimensions exist, gravitons, the particles thought to transmit the force of gravity, could leak into them, providing a much-needed explanation for why gravity is much weaker than the other forces.
At the high energies created inside the LHC, though, colliding protons could be affected even by gravitons in the extra dimensions, making gravity strong enough to create fleeting black holes. So far, however, they have not emerged.
Inside the LHC, black holes would produce an excess of high-energy particles at right angles to the proton beam. Yet researchers working on the Compact Muon Solenoid (CMS) detector at the LHC report that they have not seen this signal so far. This rules out the emergence of miniature black holes at energies between 3.5 and 4.5 trillion electron volts or TeV (arxiv.org/abs/1012.3375).
Extra dimensions may yet exist as miniature black holes could still be produced at higher energies, says CMS spokesperson Guido Tonelli. "The search will continue as usual." But the new result does rule out some variations on the extra dimensions hypothesis. And it means extra dimensions, if they do exist, are harder to detect than some hoped.
"It puts an important constraint that theorists will have to abide by," says Dmitri Kharzeev of Brookhaven National Laboratory in New York.
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Universo líquido
Logo depois do Big Bang, nos primeiros instantes de sua existência, o Universo primordial não era apenas muito quente e denso, mas também tinha a consistência de um líquido.
Este é o primeiro resultado dos mini Big Bangs criados pelo LHC.
Os mini Big Bangs, reproduções em escala reduzida daquilo que deve ter acontecido quando nosso Universo foi criado, foram gerados quando íons de chumbo começaram a colidir depois de acelerados nos 27 km do anel do Grande Colisor de Hádrons.
Os experimentos com átomos de chumbo começaram no último dia 7 de Novembro.
A análise das primeiras colisões foi divulgada em dois artigos científicos divulgados preliminarmente, ainda não avaliados para publicação em periódicos revisados - embora os artigos sejam assinados por quase mil cientistas.
Plasma de quarks-glúons
O experimento ALICE, um dos quatro grandes detectores do LHC, desenvolvido especialmente para estudar os mini Big Bangs, detectou cerca de 18.000 partículas depois de cada colisão entre os íons de chumbo.
Os cálculos indicam que os choques estão gerando temperaturas de até 10 milhões de graus.
A essas temperaturas, os cientistas calculam que a matéria normal derreta-se em uma espécie de "sopa" primordial, conhecida como plasma de quarks-glúons.
Os primeiros resultados das colisões de chumbo já descartaram uma série de modelos da física teórica, inclusive aqueles que previam que o plasma de quarks-glúons criado nesses níveis de energia deveria se comportar como um gás.
Embora pesquisas anteriores, feitas no acelerador RHIC, nos Estados Unidos, em energias mais baixas, indicassem que as bolas de fogo produzidas em colisões de núcleos atômicos se comportassem como um líquido, muitos físicos ainda esperavam que o plasma de quarks-glúons se comportasse como um gás nas energias muito mais elevadas do LHC.
Mas não foi isso o que aconteceu. "Estes primeiros resultados parecem sugerir que o Universo teria-se comportado como um líquido super-quente imediatamente após o Big Bang," diz o Dr. David Evans, coordenador do experimento ALICE.
Viscosidade do plasma
Outros pesquisadores, contudo, sugerem maior cautela. Peter Jacobs, outro membro da equipe, afirma que é muito cedo para traduzir as medições em uma afirmação taxativa sobre a viscosidade do plasma de quarks-glúons formado nas colisões do LHC.
"Nossa medição do fluxo elíptico é final, mas serão necessárias muitas discussões com os teóricos antes que saibamos o que esses resultados significam em termos de viscosidade," diz Jacobs.

A equipe também descobriu que, nessas colisões frontais de núcleos atômicos, produz-se mais partículas sub-atômicas do que alguns modelos teóricos previam.
A bola de fogo resultante da colisão dura apenas um período muito curto de tempo, mas quando a "sopa" esfria, os pesquisadores são capazes de ver milhares de partículas saindo.
É o caminho dessas partículas que é visto nas imagens. Analisando esses "detritos", os cientistas tiram conclusões sobre o comportamento da própria sopa.
Detectores do LHC
Embora a referência seja sempre feita ao LHC, que é o acelerador como um todo, suas peças principais são os sensores que detectam os resultados dos impactos das partículas que colidem.
São quatro aparelhos: ALICE (A Large Ion Collider Experiment), LHCb (LHC Beauty), ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid).
Veja mais a respeito do funcionamento do LHC na reportagem Em busca da "Partícula de Deus".
_____________________________________Mão sem dedos
As mãos robóticas estão por aí já há algum tempo, algumas muito rápidas, enquanto outras são dotadas de sensibilidade. Há até aquelas controladas apenas pelo pensamento.
Mas será possível construir uma "mão" robótica sem dedos?
Um grupo de pesquisadores norte-americanos demonstrou que sim. Embora eles a chamem de "pegador robótico", essa espécie de pinça universal dá um verdadeiro baile de destreza em outras mãos robóticas, com dedos e tudo.
De levantar um pesado amortecedor de automóvel, até escrever, usando delicadamente uma caneta, a pinça robótica faz coisas difíceis de acreditar.
Mais difícil ainda de acreditar é como ela funciona: uma altíssima tecnologia resultado da junção de uma bexiga de festa com um punhado de café moído.
A solução inusitada e, inegavelmente, muito elegante, foi proposta por Hod Lipson (Universidade de Cornell), Heinrich Jaeger (Universidade de Chicago) e Chris Jones (iRobot Corp).
Garra robótica
A garra propriamente dita, e aí está a grande inovação, consiste unicamente de uma bexiga de aniversário cheia de café moído, o que lhe dá a flexibilidade para se deformar ao redor do objeto a ser agarrado. A garra fica presa a um braço robótico comum.
Ao se conformar ao objeto, uma mangueira de sucção suga todo o ar do balão, "solidificando" o material em seu interior e prendendo o objeto com firmeza.
Quando o vácuo é liberado, o balão recupera sua maciez e flexibilidade e solta o objeto.
O café em pó, como outros materiais particulados, possui uma característica chamada "transição de aglomeração", que faz seu comportamento passar de algo próximo a um fluido, para algo próximo a um sólido.
Isto ocorre porque, na ausência de pressão, os grãos do pó de café podem deslizar uns sobre os outros com certa facilidade. Mas, como os grãos não são lisos - são na verdade muito irregulares - sob a ação da pressão, eles "travam" uns nos outros, inibindo qualquer movimento.

É este fenômeno que explica porque um pacote de café a vácuo é tão duro, enquanto um pacote de café em embalagem comum é totalmente mole.
A areia tem uma transição de aglomeração mais elevada, resultando em um "agarramento" mais firme, mas ela é pesada demais para ser prática, segundo os pesquisadores.
Pinça universal
A pinça robótica é considerada "universal" no sentido que se dá às ferramentas, já que ele se conforma perfeitamente ao objeto que está agarrando, em vez de ser projetado para objetos específicos, como as chaves, que têm tamanhos adequados a cada parafuso.
"Esta é uma das mais coisas mais próximas de chegar ao mercado que já fizemos," afirma Lipson. Segundo ele, o fato de ser universal torna as possíveis aplicações da pinça robótica virtualmente ilimitadas - equipar braços robóticos nas fábricas, funcionar como pés para um robô que poderá andar pelas paredes e próteses médicas são alguns exemplos.
"O que é particularmente elegante com nossa pinça robótica é que aqui temos um caso onde um novo conceito de ciência básica forneceu uma nova perspectiva em uma área muito diferente - a robótica - e, em seguida, abriu a porta para aplicações que nenhum de nós tinha inicialmente pensado", afirmou Jaeger.

Pesquisadores chineses construíram uma espécie de "buraco negro artificial", um dispositivo capaz de absorver as ondas eletromagnéticas na frequência das micro-ondas.
O dispositivo abre uma nova linha de pesquisas que poderá levar à criação de formas avançadas de varredura e captação de ondas eletromagnéticas, assim como de proteção de áreas determinadas contra essas ondas.
Absorvedor eletromagnético omnidirecional
O dispositivo consiste em um cilindro contendo 60 anéis concêntricos de metamateriais, materiais artificiais que adquirem propriedades não encontradas em materiais naturais.
Por ser capaz de absorver a radiação eletromagnética à sua volta - na faixa das micro-ondas - os cientistas o comparam a um buraco negro astrofísico, que, no mundo real, absorve tanto matéria quanto luz.
Oficialmente, Qiang Cheng e Tie Jun Cui, da Universidade de Nanjing, chamam seu dispositivo de absorção de "absorvedor eletromagnético omnidirecional".
Metamateriais
Eles projetaram e construíram seu absorvedor usando 60 tiras de placa de circuito impresso dispostas em camadas concêntricas e revestidas com cobre.
Cada camada é impressa com padrões alternados, que entram ou não em ressonância com as ondas eletromagnéticas.
A estrutura passa assim a apresentar um comportamento característico, classificando-se na classe dos metamateriais.
Metamateriais são materiais artificiais como esses, capazes, por exemplo, de curvar a luz para o lado errado, que estão por trás dos experimentos de invisibilidade.
Buraco negro artificial

O dispositivo é capaz de capturar e absorver as ondas eletromagnéticas provenientes de todas as direções, fazendo a radiação espiralar para o seu interior.
A energia das ondas eletromagnéticas absorvidas é convertida em calor com uma taxa de eficiência de 99%. Por isso, o dispositivo se comporta como um "corpo negro eletromagnético", ou "buraco negro eletromagnético".
No momento, o buraco negro artificial só funciona com micro-ondas, mas os pesquisadores estão planejando desenvolver a seguir um buraco negro para a luz visível.
Antenas e blindagem
Os resultados da pesquisa podem encontrar aplicações em micro-ondas, tanto em antenas quanto em dispositivos de blindagem contra ondas eletromagnéticas.
Segundo os cientistas, "A boa concordância entre os resultados teóricos e os resultados experimentais mostrou a excelente capacidade dos metamateriais como candidatos para a construção de dispositivos de absorção artificial omnidirecionais."
"Como o núcleo dissipativo pode converter energia eletromagnética em energia térmica, esperamos que o dispositivo proposto possa encontrar aplicações importantes em emissores térmicos e captura de ondas eletromagnéticas," concluem eles.
Boas
Ao tempo que bato na tecla que a Energia do futuro passa forçosamente por dominar a Fusão Nuclear, a energia que as estrelas libertam, por ser a solução que melhor pode substituir os combustíveis fosseis a médio prazo e fornecer energia abundante e barata.
E não nos esqueçamos que não há mais petróleo daqui a 45/50 anos.
Felizmente que agora começam a ser aprofundadas novas tecnologias que podem ser promissoras.
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Cientistas japoneses descobriram uma forma de armazenar quimicamente a luz do Sol e depois utilizá-la para quebrar as moléculas de água e produzir hidrogênio de uma forma limpa e sustentável.
Embora estejam sendo feitos progressos nas células a combustível, uma espécie de gerador capaz de produzir eletricidade a partir do hidrogênio ou etanol, gerando apenas água como subproduto, a produção do hidrogênio ainda é um gargalo a ser vencido caso se queira que o gás torne-se algum dia o combustível do presente.
Até lá, o hidrogênio permanecerá como um combustível do futuro.
Rota química
Agora, a equipe do professor Haoshen Zhou, do Instituto de Pesquisas em Tecnologias Energéticas, do Japão, descobriu como usar uma rota química para produzir hidrogênio.
E, o que parece ser ainda mais vantajoso, o novo processo não gera apenas o gás, mas também produz eletricidade.
Os cientistas usaram o mesmo processo que já espantou milhões de estudantes ao redor do mundo, no qual o professor de química demonstra a violenta reação entre o sódio e a água, na qual o sódio é reduzido.
Hidrogênio e eletricidade
Os metais que demonstram esse comportamento são os chamados metais alcalinos, um grupo que inclui também o potássio, o césio, e o lítio - o mesmo lítio das baterias recarregáveis.
O que a equipe do Dr. Zhou fez foi controlar a reação entre o lítio e a água, mantendo-a no interior de um sistema fechado.
No processo controlado, dois objetivos podem ser atingidos simultaneamente: a reação química gera hidrogênio e ainda produz uma corrente elétrica que pode ser aproveitada.
Célula de combustível
O processo funciona em uma espécie de célula de combustível fechada, composta por dois compartimentos separados por uma membrana: um compartimento contém uma solução de lítio (anodo) em um solvente orgânico, enquanto o outro contém uma solução aquosa com um eletrólito (catodo).
A oxidação do lítio gera elétrons, que fluem do anodo para o catodo, produzindo uma corrente elétrica.
Quando os elétrons chegam ao catodo, eles reduzem a água, quebrando a molécula para produzir oxigênio e hidrogênio. O controle da corrente elétrica que flui ao longo da célula também controla a taxa de geração do hidrogênio.
Armazenando a luz do Sol
Outro aspecto atrativo desta tecnologia é que o lítio metálico pode ser produzido a partir de soluções salinas (por exemplo, água do mar), usando a luz solar.
Em outras palavras, a energia do Sol pode ser "armazenada" no metal, e usada quando necessário na reação do lítio no interior da célula de combustível.
Recarregar essa "bateria" seria uma questão de substituir a célula de lítio metálico - para comparação, veja outra tecnologia que permite "completar a bateria" na reportagem Baterias poderão ser reabastecidas com carga.
Sociedade do lítio
"O lítio, que já é largamente utilizado nas baterias de íons de lítio, e também será usado no futuro nas células de combustível de ar-lítio e neste novo sistema de célula lítio-água/hidrogênio/combustível, poderá levar a humanidade a uma 'sociedade do lítio' totalmente sustentável, baseada em redes inteligentes de produção de energia a partir do lítio," vislumbra o Dr. Zhou.
Vários grupos de pesquisadores ao redor do mundo trabalham na utilização da luz do Sol para produzir eletricidade limpa e hidrogênio. A maioria dos esforços até agora se concentrava nos processos conhecidos como fotossíntese artificial.
Esta é a primeira vez que se demonstra que o lítio pode ser a base para a produção totalmente sustentável de energia.
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Aqui parece haver uma dupla vantagem. Além do Hidrogénio que se pode obter para usos energéticos, obter electricidade é um outro bónus bem-vindo.
É engraçado que ainda há pouco tempo tinha lido sobre o YeZ. que é um carro com um principio semelhante a esta fotossintese artificial que se fala aqui.

Basicamente, aspira CO2 e expira O2, como uma planta. Simples.
Realmente, há coisas que têm vindo a ser apresentadas nestes últimos 3/4 anos que me fazem pensar se realmente alguém as queria desenvolver antes...

Nascimento de estrelas
Os primeiros resultados científicos do Telescópio Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), revelam detalhes inéditos da formação das estrelas.
As novas imagens, divulgadas hoje, mostram milhares de galáxias distantes em um processo vigoroso de formação de estrelas, além de belíssimas nuvens de formação estelar espalhadas ao longo da Via Láctea.
Mas a imagem que mais chamou a atenção mostra o que os astrônomos até hoje consideravam impossível: o nascimento de uma estrela "grande demais para ser verdade."
Estrela gigante
Apresentados hoje durante um simpósio científico promovido pela ESA, os resultados desafiam as ideias atuais sobre o nascimento das estrelas e abrem novos caminhos para pesquisas futuras.
A nuvem de formação de estrelas RCW 120, por exemplo, revelou uma estrela em estado embrionário que irá se transformar, ao que parece, numa das maiores e mais brilhantes estrelas na nossa galáxia, nas próximas centenas de milhares de anos.
Hoje ela já tem de oito a dez vezes a massa do Sol e está rodeada de gás e poeira, com cerca de duas mil massas solares, que poderão vir a agregar-se à estrela gigante, tornando-a ainda maior.
"Esta estrela só poderá crescer," disse Annie Zavagno, do Laboratório de Astrofísica de Marseille.
Estrela impossível
Estrelas dessa dimensão são raras e duram pouco. Captar uma delas durante a sua formação é uma oportunidade de ouro para resolver um paradoxo de longa data na astronomia.
"De acordo com o entendimento atual, estrelas com mais de oito massas solares simplesmente não deveriam existir," diz Zavagno.
A teoria atualmente aceita estabelece que a intensa luz emitida por uma estrela tão grande deveria afastar as nuvens de poeira que lhe serviram de berço, antes que ela pudesse acumular mais matéria.
Mas a realidade não obedeceu à teoria, e as imagens do Herschel comprovam que super estrelas podem de fato se formar.
Algumas destas estrelas "impossíveis" são já conhecidas, e chegam a apresentar massas de 150 sóis. O fato de o Herschel ter avistado uma no início da sua vida irá permitir aos astrônomos investiguem onde está o erro da teoria.

Outra teoria que sucumbe
Outra imagem divulgada hoje, onde se vê um grande número de maternidades de estrelas na Via Láctea, mostra como é que isso acontece. Os embriões estelares aparecem primeiro no interior de filamentos de gás brilhante e pó espalhados pela galáxia.
Formam-se assim cadeias de maternidades estelares, com dezenas de anos-luz de comprimento, enrolando a Galáxia numa verdadeira teia de nascimento de estrelas.
O Herschel também está inspecionando o espaço profundo, muito além da Via Láctea, medindo a luz infravermelha de milhares de outras galáxias, espalhadas ao longo de bilhões de anos-luz do Universo.
Cada galáxia aparece como um simples ponto, mas o seu brilho permite aos astrônomos determinar a taxa de aparecimento de novas estrelas no seu interior. Em linhas gerais, quanto mais brilho, mais estrelas em formação.
Também aqui o Herschel já desafiou os conhecimentos atuais, mostrando que as galáxias evoluíram ao longo do tempo muito mais rapidamente do que se pensava. Os astrônomos acreditavam que as galáxias vinham formando estrelas mais ou menos no mesmo ritmo nos últimos bilhões de anos. O Herschel mostrou que isto não é verdade.
No passado, havia muito mais galáxias com alto índice de formação de estrelas, formando estrelas a um ritmo 10 a 15 vezes superior ao que se registra hoje na Via Láctea. Mas o que desencadeou essa atividade frenética ainda não foi totalmente entendido. "O Herschel agora nos possibilitará investigar as razões para este comportamento," diz Steve Eales, da Universidade de Cardiff.
Nova fase da água
O Herschel é também um instrumento de detecção das mais pequenas formas de matéria: as moléculas. Ele identificou pela primeira vez no espaço uma nova fase da água.
Essa "água espacial" está carregada eletricamente e, ao contrário das outras fases mais familiares, - a líquida, a gasosa e a sólida - essa nova fase da água não ocorre naturalmente na Terra.
No entanto, nas nuvens que rodeiam as estrelas jovens, onde a luz ultravioleta está sendo arremessada através do gás, esta irradiação pode arrancar um elétron da molécula de água, deixando-a carregada eletricamente.
"Essa detecção de vapor de água ionizada foi uma surpresa," diz Arnold Benz, do ETH de Zurique. "Ela nos diz que há processos violentos ocorrendo durante as fases iniciais de nascimento das estrelas, o que leva à propagação de radiação energética através da nuvem."

Maior telescópio espacial
À medida que as estrelas começam a formar-se, o gás e a poeira que as rodeiam aquecem até algumas dezenas de graus acima do zero absoluto, emitindo radiação no comprimento de onda do infravermelho.
A atmosfera da Terra bloqueia a maior parte desses comprimentos de onda, o que praticamente restringe sua observação a telescópios espaciais.
O Herschel é o maior telescópio espacial já lançado e ele varre o céu justamente no faixa do infravermelho.
O diâmetro do seu espelho principal é quatro vezes superior ao dos telescópios espaciais de infravermelho lançados até então e é uma vez e meia maior do que o do Hubble.
Graças à sua resolução e sensibilidade sem precedentes, o Herschel está começando a gerar um censo das regiões de formação de estrelas da nossa galáxia.
"Antes do Herschel, não era clara a forma como se juntava o material na Via Láctea, em densidade suficientemente elevada e a temperaturas adequadamente baixas para a formação de estrelas," diz Sergio Molinari, do Instituto de Física do Espaço Interplanetário, em Roma.
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Cientistas criaram um novo tipo de cristal que, quando mergulhado em água, absorve as vibrações do ambiente, criando fortes cargas negativas e positivas em suas extremidades.
As cargas elétricas são suficientes para quebrar as moléculas de água ao redor, liberando hidrogênio e oxigênio.
Energia verde
Parece bom demais para ser verdade: os cristais podem aproveitar uma espécie de poluição - o barulho e as vibrações das ruas e estradas, por exemplo - para gerar o mais verde dos combustíveis, o hidrogênio, que pode abastecer carros ou usinas elétricas liberando apenas água como resíduo.
"É uma espécie de almoço grátis," explica o Dr. Huifang Xu, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. "Você captura energia do ambiente da mesma forma que as células solares capturam energia a partir da luz do Sol."
Efeito piezoeletroquímico
A fotossíntese artificial é um objetivo longamente perseguido pelos cientistas. Recentemente cientistas do MIT utilizaram até um vírus para quebrar as moléculas de água e gerar hidrogênio.
Xu e seus colegas adotaram uma via muito mais simples: eles geraram hidrogênio usando uma nova variedade de cristais piezoelétricos, materiais que geram energia quando pressionados e que estão sendo largamente estudados como uma forma de gerar eletricidade a partir do movimento.
Os novos cristais, contudo, feitos de óxido de zinco, foram projetados para operaram submersos, de forma que a eletricidade que geram, em vez de ser transportada por um fio, é liberada diretamente na água, quebrando as moléculas e liberando o oxigênio e o hidrogênio.
Os pesquisadores batizaram o novo fenômeno de efeito piezoeletroquímico.
Energia das vibrações
Ao crescerem, os cristais assumem a forma de finas microfibras altamente flexíveis. Uma vibração, oriunda de ondas sonoras, por exemplo, é suficiente para dobrá-las, fazendo-as gerar eletricidade.
Os pesquisadores demonstraram que vibrações ultrassônicas fazem as fibras piezoeletroquímicas curvarem suas extremidades entre 5 e 10 graus, criando um campo elétrico com uma tensão suficiente para quebrar as moléculas de água, liberando oxigênio e hidrogênio.
A taxa de eficiência das microfibras de óxido de zinco atinge 18%, medida em termos de sua capacidade de converter as vibrações em energia contida nas moléculas de hidrogênio produzidas. Os cristais piezoelétricos tradicionais apresentam uma taxa de conversão de 10%.
Para aproveitar as vibrações disponíveis em cada ambiente, basta crescer fibras de tamanhos variados, que se tornam sensíveis a frequências diferentes.
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Contra o preconceito

Um novo "calorímetro", que aqui aparece mergulhado em um tanque de água, pode ser o primeiro equipamento de laboratório simples e barato o suficiente para dar novo impulso às pesquisas na área da fusão nuclear a frio.[Imagem: Melvin Miles]
Uma nova fonte de energia tão controversa que alguns cientistas chegaram a taxá-la de "lixo científico" parece agora estar mais perto de ser aceita pela comunidade científica.
Esta pelo menos é a conclusão do organizador do maior evento científico já realizado sobre o tema.
A fusão nuclear a frio foi discutida nos últimos dois dias, durante o Encontro Nacional da American Chemical Society (ACS), nos Estados Unidos.
"Até alguns anos atrás, muitos cientistas tinham medo de falar sobre a "fusão fria" para um público de elite," disse Jan Marwan, que organizou o simpósio. Agora, ele conseguiu reunir nada menos do que 50 apresentações descrevendo as últimas descobertas sobre o tema.
Progressos na fusão a frio
Uma das apresentações que mais chamou a atenção descreveu a invenção de um novo dispositivo de medição de baixo custo que poderá permitir que um número maior de laboratórios comece a pesquisar a fusão a frio.
Marwan ressalta que muitas das apresentações sugerem que a fusão a frio é real, com potencial para contribuir para o abastecimento de energia ainda no século 21, criando uma nova fonte de energia limpa.
Um grupo, por exemplo, relatou progressos rumo a uma bateria baseada em fusão a frio. Outra apresentação sugeriu que a fusão a frio pode ocorrer naturalmente em certas bactérias.
"Mais e mais pessoas estão se interessando pela fusão a frio. Ainda há alguma resistência a este campo. Mas nós temos simplesmente que continuar fazendo o que temos feito até agora, explorando a fusão a frio passo a passo, e isto irá torná-la uma fonte de energia alternativa bem-sucedida. Com tempo e paciência, eu estou muito otimista que podemos fazer isso," diz Marwan.
Fusão nuclear a frio
O termo "fusão nuclear a frio" surgiu em 1989, quando Martin Fleishmann e Stanley Pons reivindicaram a realização da fusão nuclear em temperatura ambiente, usando um dispositivo pequeno e barato, que cabia em cima de uma mesa.
O anúncio causou sensação, porque a fusão nuclear tem potencial para dar ao mundo uma fonte praticamente inesgotável de energia. A fusão nuclear é a reação que alimenta as estrelas, quando átomos se juntam, liberando quantidades enormes de energia.
Mas, nas estrelas, a fusão nuclear ocorre sob temperaturas e pressões gigantescas. Por isto o anúncio também gerou uma grande onda de ceticismo no próprio mundo científico, porque a ciência convencional afirma que a fusão nuclear equivaleria a "domar uma estrela" - e construir uma estrela artificial exigiria algum tipo de reator operando a dezenas de milhões de graus Celsius - como o reator experimental ITER ou o Hiper.
Embora domar uma estrela possa parecer difícil, as promessas da fusão nuclear são suficientes para justificar a empreitada: o combustível para a fusão nuclear é a água do mar normal, e as estimativas indicam que 1 litro de água do mar contém uma energia equivalente a 16 litros de gasolina. E retirar essa energia não gera lixo radioativo, como a fissão nuclear que alimenta os reatores nucleares atuais.
Por isto, a possibilidade de fazer a fusão nuclear a frio parecia algo bom demais para ser verdade.
Reações nucleares de baixa energia

Como outros cientistas não conseguiram reproduzir os resultados relatados por Pons e Fleishmann, a pesquisa sobre a fusão a frio caiu em descrédito. Humilhados pela elite científica e com a reputação totalmente arruinada, Pons e Fleishmann fecharam seus laboratórios, mudaram-se de país e caíram no ostracismo.
O punhado de cientistas que decidiu dar continuidade à investigação passou a rejeitar o termo "fusão a frio". Em vez disso, eles começaram a usar o termo "reações nucleares de baixa energia" (LENR - Low Energy Nuclear Reactions).
Mas, neste simpósio, os artigos científicos apresentados voltaram a se referir abertamente à "fusão a frio", e alguns a chamam de "Efeito Fleishmann-Pons", em homenagem aos pioneiros da área.
"O campo agora está experimentando um renascimento no interesse e nos esforços de pesquisa, com evidências que sugerem que a fusão a frio pode ser uma realidade," continua Marwan. Ele observou, por exemplo, que o número de apresentações sobre o tema nas reuniões da ACS quadruplicou desde 2007.
Aparelho para medir a fusão a frio
Entre as mais de 50 apresentações, algumas merecem destaque.
George Miley, da Universidade de Illinois, relatou progressos rumo a um novo tipo de bateria que funciona através de um novo processo de fusão a frio e que teria uma vida útil mais longa do que as baterias convencionais.
Já o trabalho do Dr. Melvin Miles, do Dixie State College, descreveu a criação do primeiro instrumento laboratorial de baixo custo para identificar de forma confiável os sinais das reações de fusão a frio, ou seja, uma produção excedente de calor.
Segundo Miles, os "calorímetros" atuais são complicados demais e pouco confiáveis para medições muito precisas. Sua expectativa é que seu novo aparelho, que mantém a tradição de caber em cima de uma mesa, poderá acelerar o campo da fusão a frio em laboratórios do mundo todo.
Fusão bacteriana
Vladimir Vysotskii, da Universidade Nacional de Kiev, na Ucrânia, apresentou evidências experimentais de que as bactérias podem sofrer um tipo de processo de fusão a frio e poderiam ser utilizadas para eliminar resíduos nucleares.
O cientista apresentou ainda estudos de transmutação nuclear - a transformação de um elemento em outro - de isótopos estáveis e radioativos em sistemas biológicos.
Excedente de calor
Tadahiko Mizuno, da Universidade de Hokkaido, no Japão, apresentou um outro dispositivo de fusão a frio, totalmente diferente dos discutidos até hoje, que utiliza como reagente o fenantreno, uma substância encontrada no carvão e no petróleo.
Ele afirma que seu dispositivo gera um excedente de calor e de radiação gama. "A produção de calor total excedeu qualquer reação química concebível por duas ordens de grandeza," afirmou Mizuno.
Teoria da fusão a frio
A área teórica também teve trabalhos.
Peter Hagelstein, do MIT (Massachusetts Institute of Technology) descreveu novos modelos teóricos para ajudar a explicar a produção de calor em excesso durante a fusão a frio, talvez o aspecto mais controverso da área.
Hagelstein observa que, em uma reação nuclear, seria de se esperar que a energia produzida apareceria como energia cinética nos produtos, mas no experimento de Fleischmann-Pons não aparecem partículas energéticas em quantidade compatível com a energia observada.
Seus modelos mais simples pretendem explicar as transformações de energia observadas, incluindo o tipo e a quantidade de energia produzida.
Xing Zhong Li, da Universidade de Tsinghua, na China, veio em seu auxílio, apresentando uma pesquisa que demonstra que a fusão a frio pode ocorrer sem a produção de radiação nuclear forte. Li afirma estar desenvolvendo um reator de fusão a frio que demonstra este princípio.
_____________________________________With disasters striking Haiti, Chile and most recently Turkey, it seems like there is no end in sight for the earthquake-weary.
New evidence released from Ohio State University (OSU) shows that the 8.8-magnitude mega-quake that struck off the coast of Chile last month was so powerful that multiple South American cities were picked up and physically moved from their original locations.
The effects of the temblor that struck Concepcion, Chile, were felt as far away as Brazil and the Falkland Islands in what is believed to be the fifth largest quake ever recorded.
Here's the break down of the shake-up:
The cities of Valparaiso and Mendoza, Argentina, northeast of Concepcion, also showed significant movement.
Image shows a map of the preliminary recorded movement readings of city displacement caused by the 8.8-magnitude quake, based on the team's GPS measurements. Map produced by James Foster and Ben Brooks.
So how do you measure how an entire city moves?
Researchers from four universities and several agencies -- including geophysicists on the ground in Chile -- gathered readings at 25 GPS locator stations set up prior to the major quake and then compared them to readings taken 10 days later to come up with their preliminary numbers.
The measuring project is called Project CAP: Central and Southern Andes GPS Project.
Ben Brooks, an associate researcher with the School of Ocean and Earth Science and Technology at the University of Hawaii and co-principal investigator on the project, worked with a team of researchers from OSU, University of Memphis and several others to analyze the data.
"The GPS stations are located on stable monuments at various places in Chile, Argentina, and surrounding countries," Brooks told Discovery News in an email. "Each place is different but the OSU/UHawaii/Memphis group always tries to place its monuments in rock or very deeply anchored tripods to insure we are measuring crustal movement and not just local displacements."
"The fact that there is so much consistency in the preliminary GPS solution that we have presented (meaning there is not wild variation between neighboring points) means that our results are valid for large regions," Brooks explained. "So a region as large as a city moved three meters (9.8 feet) to the west, but neighboring regions did so by almost as much."
The California Institute of Technology is also participating in the project, as well as the Instituto Geografica Militar, the Universidad de Concepcion and the Centro de Estudios Cientificos, all in Chile, according to OSU's press release.
In Argentina, the Instituto Geografica Militar, the Universidad Nacional de Cuyo in Mendoza and the Universidad Nacional de Buenos Aires are collaborating in the work. UNAVCO, a consortium of more than 50 institutions and agencies involved in research in the geosciences, is providing equipment for the project, the OSU press release said.
___________________________________Collision Calves Iceberg from Mertz Glacier Tongue, Antarctica
Posted February 27, 2010
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download large image (1 MB, JPEG) acquired February 26, 2010download Google Earth file (10 KB, KMZ) acquired February 7 - 26, 2010___________________________________At 94 kilometers (58 miles) by 39 kilometers (24 miles) in size, the B-09B iceberg is comparable to the state of Rhode Island, which is wider but not quite so long. After lingering near the Mertz Glacier in Eastern Antarctica for several years, the massive iceberg collided with the glacier tongue on February 12 or 13, breaking it away from the rest of the glacier. The former glacier tongue formed a new iceberg nearly as large as B-09B. These images, all from the Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) sensor on NASA’s Aqua satellite, show the iceberg and glacier tongue immediately before and after the collision.
The top image is from February 7, 2010, when B-09B was approaching the Mertz Glacier Tongue. Chunks of sea ice float in the water between the smooth iceberg and the coast. It is clear that the iceberg and the glacier tongue are trapping the ice in place. The water beyond the tongue and the iceberg is black in these images, and contains far less ice. The ice tongue itself is an extension of the Mertz Glacier, created as the ice flows down the mountain and onto the water. Glacier tongues grow longer year by year until they eventually break off, calving a new iceberg. The Mertz Glacier Tongue was beginning to break before the B-09B iceberg rammed it. Dark horizontal cracks were visible in the ice tongue on February 7.
Sometime on February 12 or 13, B-09B struck the ice tongue. Clouds hid the event in MODIS satellite images, but on the afternoon of February 13, the clouds had thinned just enough to reveal that the ice tongue had broken away in the collision. The next cloud-free view of the region on February 20 (center image) shows the two icebergs. The glacier tongue had clearly broken along the rifts that were visible in early February. Over the course of the next week, the former Mertz Glacier Tongue pivoted away from the glacier like a door hinged at the point where B-09B hit it (lower image).
The iceberg formed from the Mertz Glacier Tongue is 78 kilometers (48 miles) long by 39 kilometers (24 miles) wide and has a mass of 700-800 billion tons, reported BBC News. The glacier tongue had previously contributed to keeping a section of the ocean free of ice, a condition known as a polynya. The polynya provided a significant feeding site for wildlife like penguins. The shorter tongue may not protect the area from sea ice, reducing or even eliminating the polynya and the access to food it provided.
The B9 iceberg broke from the Ross Ice Shelf in West Antarctica some time in 1987. It took the massive iceberg more than two decades to drift slowly out of the Ross Sea and along the coast to the Mertz Glacier in East Antarctica. Along the way, it broke apart, one segment becoming the massive B-09B iceberg that collided with the glacier tongue in February 2010.
The large images are the highest resolution version of the image available. The February 26, February 20, February 13, and February 7 images are all available in additional resolutions from the MODIS Rapid Response Team.
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Um iceberg do tamanho do Luxemburgo desprendeu-se da Antárctida depois de uma colisão com outro bloco de gelo gigante, revelaram, esta sexta-feira, cientistas australianos, que alertam que o fenómeno pode causar alterações climáticas.O pedaço de gelo com 78km de comprimento e 39km de largura separou-se do glaciar Mertz, uma língua de gelo de 160km e está neste momento flutuar no sul da Austrália, podendo bloquear uma importante área geográfica que produz um quarto de toda água gelada do mar, noticia a BBC.
O bloqueio, alertam os cientistas, pode ter efeitos perigosos sobre o clima, havendo fortes probabilidades de diminuição das temperaturas no Atlântico Norte, durante os invernos.
Os efeitos não serão sentidos imediatamente, afirma Neal Young, do Centro de Pesquisa de Ecossistemas e Clima Antárctico na Tasmânia, que alerta ainda para futuras «implicações para os pinguins e outros animais selvagens que normalmente usam esta área para alimentar-se», referiu o cientista.
Mertz: Um glaciar com 5 mil quilómetros quadrados
Esta não é a primeira fractura na língua de gelo. Há duas décadas o enorme bloco já apresentava uma grande falha, tendo a segunda sido detectada no início deste século.
O glaciar Mertz resultou da desfragmentação de um iceberg com mais de 5 mil quilómetros quadrados, que se desprendeu, em 1987, tornando-se num dos maiores da Antárctida.
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Like sprinklers hidden beneath the surface, a series of geysers — more than previously thought — are gushing water ice from fissures near the south pole of Saturn's icy moon Enceladus, new images reveal.
The newly released images from NASA's Cassini spacecraft show the geysers of Enceladus in stunning detail. The photos caught a bounty of previously unknown plumes alongside known ones, and show at least one gusher that's lost power since NASA's last look at the moon.
The new images were taken during Cassini's flyby on Nov. 21, 2009, and include the best 3-D look ever obtained of a "tiger stripe" — a fissure that sprays icy particles, water vapor and organic compounds. They also show regions of Enceladus that were not well-mapped in previous flybys, including a southern area with crudely circular tectonic patterns.
Both large and small plumes were seen spouting from these famed tigers stripes along Enceladus' south pole. In one mosaic, created by two high-resolution images captured by the narrow-angle camera, 30 individual jets can be seen. More than 20 of them had not been identified before.
By photographing the jets over time, Cassini scientists can study the consistency of their activity.
"This last flyby confirms what we suspected," said Carolyn Porco, Cassini's imaging team lead at the Space Science Institute in Boulder, Colo. "The vigor of individual jets can vary with time, and many jets, large and small, erupt all along the tiger stripes."
The scientists also combined the visible-light images with heat data to create a map of a 25-mile (40-km) segment of the longest stripe, known as Baghdad Sulcus. The map illustrates the link between the geologically youthful surface fractures and the anomalously warm temperatures that have been recorded in the south polar region.
In these measurements, peak temperatures along Baghdad Sulcus exceed minus 135 degrees Fahrenheit (minus 93 degrees Celsius), and may be higher than minus 100 degrees F (minus 73 degrees C). The temperatures, considered warm for Enceladus, probably result from heating of the fracture flanks by the warm, upwelling water vapor that propels the moon's ice-particle jets.
"The fractures are chilly by Earth standards, but they're a cozy oasis compared to the numbing 50 Kelvin (minus 370 Fahrenheit) of their surroundings," said John Spencer, a composite infrared spectrometer team member based at Southwest Research Institute also in Boulder. "The huge amount of heat pouring out of the tiger stripe fractures may be enough to melt the ice underground."
Some Cassini scientists infer that the warmer the temperatures are at the surface, the greater the likelihood that jets erupt from liquid.
The Nov. 21 flyby, which brought the spacecraft to within 1,000 miles (1,600 km) of the moon's surface, was the eighth targeted encounter with Enceladus. It's the last look at Enceladus' south polar surface before that region goes into 15 years of darkness, NASA officials said.
And now that the Cassini mission has been extended through 2017, with 11 Enceladus flybys slated for the extension period, there are plenty of chances to capture more images of this icy moon. The spacecraft launched in 1997 and has been orbiting Saturn since 2004.





______________________________________in Discovery News
Century-Old Antarctic Station Shows Warming
Weather data from the past 107 years have revealed a warming trend since the 1950s.
Records of more than a century of weather data from the southern hemisphere's oldest, coldest weather station have revealed an extraordinary burst of warming since 1950 -- but it's not all caused by global warming.
The base at the Islas Orcadas, a remote band of land that looks as if it's been whipped off the tip of the Antarctic Peninsula, was founded by Scots in 1903, and has been manned by Argentines ever since, all of whom collected daily weather data.
That longevity is paying off in terms of getting a better grasp of southern climate changes, explains NOAA climate researcher Susan Solomon and her colleagues in the Jan. 2010 issue of the Journal of Climate.
The Orcadas weather data were the culmination of years of searching for old records that contained daily weather information from the Antarctic. Such records are especially useful because they reveal extreme warm and cold weather days, all of which are lost in the easier to locate monthly mean records, she explained.
"It turns out to be a fascinating record," Solomon told Discovery News. "What it shows is that there have been changes in the extremes and changes in the actual cycles."
The Orcadas record shows that summers at the base have been warming up since the 1950s. However the warming is probably not primarily caused by global warming, Solomon said.
"A big chunk of that is how the way ozone changed the circulation patterns," she said. A gigantic ozone hole has been forming over Antarctica every southern spring since the 1970s.
The ozone hole has cooled the stratosphere over Antarctica. That cooling has filtered down to the lower, much thicker part of the atmosphere where all the weather happens: the troposphere.
That extra bit of cooling tends to reinforce the circular cold airmass that can form atop Antarctica called the polar vortex.
"The region outside of the vortex, like Orcadas, is much warmer," Solomon said. "So Orcadas is in a special situation where it's getting much less of the cold waves."
"There was a little bit of that effect before the ozone," she added, which can be attributed to global warming.
"It's quite difficult to tease these out," said climatologist Gareth Marshall of the British Antarctic Survey. One of the things that supports the ozone hole scenario is computer modeling, which reproduces the effect, he said.
Whatever the cause, said Marshall, "Orcadas has probably warmed more than any other area in the last 50 years." And that alone makes it worth a closer look.
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