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terça-feira, 11 de junho de 2013

A Sony PS4 esmigalhou a Microsoft Xbox None!

Boas

 Bom, não me vou demorar muito sobre specs, jogos, nem muito mais coisas do tipo sobre o que foi revelado na E3.

Da mesma forma não me vou alongar no suicídio que a Microsoft cometeu no dia anterior ao efectivar as suas políticas imbecis de restrição de direitos por parte dos gamers. A resposta será dada muito em breve.

Vou deixar aqui a conferência na íntegra. E os meus comentários por baixo.



Reacções a isto, cronologicamente retroespectivamente revendo o evento:

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«Bom, vamos lá a rir um bocado.

*click»

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«Gosto da parte em que se refere à Vita, que vai estar mais aberta à comunidade indie.

Paga-se mais que uma ps3, tem-se jogos que correm numa psp.

Que lol.

Isso e ver nas pics iniciais uma psp com o Go Explorer que estes fdp deixaram de manter qualquer tipo de suporte.

Fodam-se»

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«Oh, bolas. Lá estou eu a insistir nas verdades que ninguém quer ouvir.»

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«GT 6. Meh.»

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«A intervenção do Yoshida é um win imenso como instrumento comunicativo, IMO.»

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«Gosto da aposta nos indies. Aliás, é uma aposta com sentido, tal como já o era na ps3.
Comprava uma ps4 só por isto.»

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«1:24.40h

Oiço ecos de ossos esmigalhados da xbox none...»

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«1:45.43h - A Bomba Sonyca

Fatality.»

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http://www.fedsguild.com/Private/SonyMicrosoft.gif


http://24.media.tumblr.com/edc048d3210e4dedad93e077209a84ab/tumblr_mo7o1nludg1qzwtdlo1_500.gif 




http://imageshack.us/a/img834/5030/2ekki9v.jpg

http://i.minus.com/iNBWN3xpSLliX.gif

Pobre Xbox None...

http://i.qkme.me/3ou7dx.jpg

(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

sábado, 27 de outubro de 2012

Vai-te foder Sony!

http://img3.imageshack.us/img3/7386/parvoice.jpg

 Boas

O cúmulo do ridículo por parte da Sony, que se consegue sempre exceder,  é substituir algo de útil como o Folding, que não foi dito antes de eu ter aceite o novo firmwire que iria ser removido, e substituido por esta porcaria do singstar, com a qual eu não quero ter nada a ver e me está a irritar profundamente

Venho pois demonstrar o meu desagrado pela remoção do Folding, do qual fazia parte activa, porque desde 2003 que faço computação científica com o Seti@Home, Eisntein@Home, LHC@Home, etc, e sempre achei um projecto interessantíssimo, se bem que imensamente mal aproveitado, e o meu asco por esta auto-promoção patética em que nem sequer me deixam remover esta parvoíce.

rukap nesta thread escreveu:
Viva,

O que é feito da equipa?
Ainda anda por cá alguém "antigo"

Cumprimentos



É irónico citar-te agora. Isto porque para a Sony é mais importante espetar-nos na cara promoções patéticas a singstars que continuar a ter um espaçinho para algo de útil à Ciência.

Quando comprei a minha PS3 podia ter Yellow Dog Linux, podia contribuir para o Folding, ou seja, era uma máquina que me orgulhava de ter um propósito, um sentido, mais que apenas jogar, mas de outro tipo de comunidade e pertença.

Agora, é um antro de chulice! Vendem jogos feitos pela metade, para que se gaste mais em DLC's, cultivaram a cretinice de troféus, para que toda a gente se esquecesse dos propósitos iniciais da máquina, em suma, deram cabo de tudo o que eu gostava, e de quem tem um pingo de inteligência também, e a separava da concorrência.

Isto sem falar no facto de até os jogos, salvo raras excepções como Heavy Rain e GoW III serem jogos que exploram a máquina. O resto é tudo sub-aproveitado, cópias após cópias do mesmo género.

Tenho melhores jogos na minha Megadrive e Dreamcast que na ps3, o que é inacreditável!

Remover o Folding é o prego no caixão. É uma pena esta ditadura que só está focada em dinheiro esquecendo valores básicos que fizeram da PS3 uma coisa especial no passado.

E continuo a dizer, um dia nem PSN de borla vai haver, por causa do pessoal que adere ao Plus. Quando a fórmula chegar ao que os directores pretendem, bye bye PSN.

A mim, não me arrefece nem aquece. Passo bem sem PSN.

Espanta-me que ninguém faça barulho com isto e fiquem todos a bater palminhas a troféus da vita, esse grande flop, que vai mandar 10.000 pra layoff por ser mais um cavalo errado numa política errada que decidiu ser igual a todas as outras.


(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Porquê, JoãoPT?...













Porque fizeste isso?...podes ter as tuas razões, mas...como? Como podes ter partido dessa forma tão friamente calculada, deixando-nos a sofrer por não te termos entendido, percebido, compreendido que não estavas bem?

Falhámos-te? Xiça pá, podias ter dito qualquer coisa, a malta tava cá pra isso. Como é que posso olhar de novo para a minha ps3 sem lá estares?...como posso ir ao fórum ler os teus tutoriais para n00bs, que é uma coisa que já não tenho paxorra pra fazer?

Dói muito Joanito...saber que não vou ter parceiro para assuntos científicos e tecnológicos, ter-te aqui, ao alcance dum click...dói muito...

Não serás esquecido. Obrigado pela tua companhia, amizade e tempo que me dispuseste.

Não consigo aceitar que te foste assim... =(

(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

domingo, 1 de julho de 2012

Epic game is epic

http://img36.imageshack.us/img36/5764/01072012959.jpg

E chegou, finalmente. Fiquei a saber que a Shop.to.net já não trabalha com os CTT, o que é muito fatelo.

De resto, voltemos ao jogo.

O que é que pode correr mal aqui?

Uma cheerleader bombástica com mamas grandes, a matar zombies com uma serra mecânica enquanto tem a cabeça do namorado agarrada à peida.

epic game concept is epic xD



(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lollipop Chainsaw

Boas

Tava aborrecido. Precisava de algo muito estúpido pra me divertir. Found it.



Não tarda tá aqui na ps3 do menino.

Edit - Algum cosplay para deleite visual

http://nerdbastards.com/wp-content/uploads/2012/01/lollipop-chainsaw-cosplay-1.jpg
http://img.gawkerassets.com/img/17iyzh0axp9msjpg/original.jpg


Hmmmmmm... b (. Y .) bs...


(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

domingo, 6 de maio de 2012

Peugeot 908 HDI FAP - 24h Nürburgring no GT5, noite






The Nürburgring type V.






Night time, lap 60, 8:17ish hour of 24. Gran Turismo 5

No, it's not my PSP's camera fault that one can not see a bloddy thing. It is just like this for real!

Fucking awesome! One mistake, you're out. One hesitation, you're out. A slight miscalculation overlapping, you're out. If you don't know every single corner, you're so out. Babe texts when exiting the pits, almost got out! xD (yes, the Final Fantasy VII victory music is my text music)

I love Nurburbring!

(the reason why I don't have any laptimes, speedo and stuff is because I get momentarily distracted with something and crash out.

p.s. - High beams suck big time! They are good for nothing 99,9999% of the time. What's the fucking point in that Poliphony Digital?! )

(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

domingo, 22 de abril de 2012

Boas
Antes de começar, ESTE NOVO LOOK DO BLOGGER É UMA MERDA!

 E finalmente, tá feito. Ao todo completei as 24h, mais uns pózinhos, em Le Mans.


Apesar de ter feito isto numa semana, foi absolutamente intenso fazer esta prova, especialmente tendo em conta que pelo menos 18/19h foram feitas com chuva a 100%, tal como me tinha acontecido nos 1000Km de Suzuka.

Comecei a corrida em modo "sprint", onde apostei numa combinação macios/médios, dando bons tempos, mas depois de ver que não conseguia fazer mais que 2/3 voltas de jeito, comecei a usar duros/duros, que me permitia fazer 6/7 voltas, e em cada pit, a meter cerca de 55/60Lt de combustível, porque era mais ou menos ela por ela com o consumo dos pneus.

Até à quantidade de chuva ser de 65%, os slicks trabalhavam mais ou menos, mas aos 70%, intermédios tornaram-se obrigatórios. Aos 97%, pneus de chuva mesmo, e foram até ao fim.
Em modo FEM (fuel economy mode), conseguia tirar cerca de 12 voltas deles, mais 3 ou 4 que os outros carros, e acabou por ser uma boa táctica para ganhar vantagem.
Adorei ter feito isto, e para as 24H de Nurburbring, já tenho um novo carro:


                                                         Peugeout hDI 908 FAP

Pelo menos este é Premium e se chover, tenho limpa pára-brisas e melhor iluminação.

Fica então aqui o "filme" das várias fases até ao vídeo das últimas 3 voltas que felizmente deu para mostrar bem as dificuldades que na vida real devem ser para estes pilotos.

Muito, mas muito respeito por estes pilotos.


 

(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Shift 2: Como melhorar a jogabilidade...mais ou menos

Boas

Bem-vindos a uma história de vida, onde a tragédia se encontra com o drama, enleados num romance de amor proibido...
Tenho quase-boas e más notícias sobre este jogo, e esta é a minha história sobre como a tentei ultrapassar.

Como é sabido, se não sabem, tivessem lido, se leram, já sabem, acho que em muitos aspectos este jogo ganha de goleada ao GT5 excepto numa pequena coisa:

A jogabilidade.

Jogar Shift2 para mim é igual a isto:

Não existe controlo algum. E o que há, é aleatório.

Tropecei naquilo que pode ser uma boa ajuda quando por acaso comprei um Radical apenas para estudar as paredes dos circuitos mais depressa.

Uma das coisas que notei foi que parte do problema está no "on-off" da direcção, o que quer dizer que existe uma super-sensibilidade incompreensível num jogo de condução que se quer progressivo na direcção, e onde uma pequena correcção se torna num full-lock do volante.

Isto vi eu quando a testar, meti na vista superior do carro (sem capot...tinha-se perdido) e reparei que as rodas passavam de direito a full lock sem intermédio.

Não liguei muito, mas achei estranho.
Fui ao tune do Radical, porque estava aborrecido, e comecei a brincar com as coisas. Esvaziei os pneus, porque realmente os valores pareciam elevados, e meti o chassis mais duro.

Meti o LSD a disparar para menos tração a seguir às curvas também.

Para meu espanto, o comportamento mudou para melhor. Não era mais o "cavalo hiper-mega-ultra-super-selvagem" que era, mas já fazia uma coisa:

Curvava! Ele curvava!!! Fazia c-u-r-v-a-s!!!!!
Às vezes...

Decidi então explorar melhor as opções (note-se que tenho a versão digital e não me dei ao trabalho de ver manual algum) para ver se havia hipótese de calibrar melhor o SixAxis/Dualshock2 em relação à sensibilidade de viragem.

Acontece que achei isto escondido em Options > Gameplay > Adjust Controls > Advanced



(eu sei, a foto tá péssima, mas não me apeteceu andar a mexer na câmara)

O que aconselho é a diminuirem drasticamente o Steering Deadzone e o Steering Sensibility.
Valores de >4 e >11 respectivamente, parece que resultam bem, embora ainda não bem pra mim.

Eu tenho tudo a zeros, mas aqui é que entra o busilis da questão, tudo depende do nosso estilo de condução, pelo que vão ter que arranjar umas horas para verem o que resulta melhor para vós.

Isto causa um maior "lag" na direcção, o que é bom.
Aliás, piorar a condução ajuda a melhorar a condução.

Yah, sei o que estão a pensar.



Relax. Existe lógica nesta ilógica.

No entanto só isto não chega, e chegamos às más notícias.


Só funciona mais ou menos nos carros comprados/ganhos e com pelo menos um nível 2 de suspensão, aconselhando eu o nível 3.

Não adianta quase nada nos loaners, porque nem podemos decrescer a pressão dos pneus, e continuamos a fazer excursões ocasionais à relva.

Assim, para um carro comprado a zero km, há que fazer:



  • - Comprar o nível 2 / 3 da suspensão
  • - Esvaziar a pressão dos pneus, e isto é critico. Por defeito aquilo está altíssimo, e menos de metade chega perfeitamente. Se estiver por defeito em 50, metam 22 ou 21. Ou então baixem até verem o que vos satifaz melhor.

  • - Usar Toe-out para tornar menos violentas as reações ao acelerar, camber negativo à frente, mais positivo atrás, fazer o LSD não disparar de forma forte a seguir às curvas, usar caster positivo num valor mais alto, endurecer as suspensões, com o cuidado dos fast bumps serem pelo menos um ponto menores que os slow bumps. Importante também, usem o menor steering lock possível.

  • As Sway Bars dever ser bastante enrijecidas também.

  • - Se tiverem apoio aerodinâmico, invistam mais no Corner em detrimento do Speed, pelo menos nas pistas mais curtas. É uma questao de avaliar a pista em que estão.

    Portanto, agora a malta pensa que tá tudo bem como no GT 5, onde uma afinação dá pra quase tudo, certo?

    Pah, não. E dou o exemplo do meu Lotus Elise. Tava muito bom em Suzuka East, altamente em Nurburbring e cheguei ao short sprint de Miami e nem passo da primeira curva porque, como steering lock estava a 6, aquilo não faz a primeira curva!

    Ou seja, usem a fantástica função de gravar para cada pista o setting que melhor se ajustar à pista em questão.

    Não tenham pressa de avançar. Se vão fazer uma prova, vejam a pista onde vão correr, peguem no carro, entrem no tune > create/load > test e percam tempo a melhorar tempos e condução.

    Mantenham a afinação base com que se sintam mais confortáveis, mas refinem-na onde seja necessário.

    Este jogo vai exigir muitas horas nos testes, e vai exigir que se experimente, experimente e volte a experimentar até termos um compromisso entre carro na pista durante algum tempo/carro na relva às vezes.

    No entanto, quando conseguirem fazer aquela prova que estava atravessada, a recompensa é recompensadora. Duas vezes.

    Ah, e memorizem as pistas. É algo que também vou ver se faço. Ajuda bastante.

    terça-feira, 10 de abril de 2012

    24 Horas de Le Mans

    Boas

    Não, não são bem as reais de França. Mas sim as reais cá da minha terra.

    Vou finalmente fazer isto de fio a pavio. Tentei no GT4, mas o resultado do meu piloto B-Spec à noite dava-me sempre cabo do que fazia durante o dia, pelo que acabava por desistir.

    Agora que se pode gravar, faço, porque nunca escondi que o que sempre me atraiu mais no GT eram as corridas de endurance.
    É preciso muito mais concentração, e é incrivelmente mais difícil de a manter, porque a mente vagueiua, vagueia e uma pequena distracção, estamos fora.

    Se em Tsukuba escolhi o Catheram, para esta escolhi o, como tinha dito antes, ou não:

    Toyota GT-One TS020 '99



    Antes de me fazer à estrada, perdi mais ou menos 2h a testar vários settings. E achei um que me permite rapidez, conforto e manobrabilidade excelentes, para além dum bom consumo e gestão de pneus.

    Estarei a fazer cerca de 6 voltas com pneus médios/duros, um consumo médio de 50 a 55L, algo que não posso saber ao certo porque estupidamente não tenho acesso a telemetrias. E dava jeito aqui.
    Mas estes números têm evitado que fique sem pneus completamente ou sem gasolina, o que é bom, desde que eu não me distraia.

    Os tempos rondam os 3.23 ou 3.25, mais ou menos, com a melhor volta nos 3.21 altos.

    Seduziu-me a ideia de ver escurecer o dia e embrenhar-me na noite a 380Km/h em Le Mans, que eu adoro.
    Estou sempre colado nesses dias mágicos ou à TV ou no PC, incluindo a ver telemetrias em directo.

    Bom, conduzir à noite ali é um desatino. Por muito memorizados que estejam os pontos de travagem/viragem, é muito difícil manter uma constância como de dia.
    Demorei pelo menos uma das horas nocturnas até me adaptar, a fazer uns horripilantes 3.34/3.35.

    Simplesmente terrível, e com a desvantagem parva de estar a correr com um carro Standard, onde os faróis médios/máximos não funcionam como eu quero, mas sim como o jogo quer.

    Ridículo PD. E nem sinais de luzes posso fazer, porque isso é apenas exclusivo dos Premium.

    Estúpidos do crl.

    Se correrem com a vista do carro, como eu, a sensação de claustrofobia é enorme, ampliada pela patética iluminação que consegue tornar visível a 300m os placares do GT 5, mas que não iluminam a estrada a meros 10m à frente do carro, a 380km/h.

    Eu vejo onboard cameras nas corridas de Le Mans e vê-se bem melhor!

    Mas pronto, mesmo assim tou happy.

    Mesmo que as bancadas estejam vazias, conferindo uma tristeza enorme a esta festa.



    Mas esta é a real razão pela qual estou a jogar., Torna-se emocionante!



    Sim, podem-me e vir com a Fórmula Um, com Nascar, Indy, os GT's, tudo. Mas quem me tira as endurances, tira-me tudo.

    Como escrevi, é um desafio enorme manter a mesma concentração, rolar os mesmos trilhos, horas e horas a fio.

    Muito respeito para com estes pilotos. Mesmo muito, porque não é pra qualquer um.

    domingo, 8 de abril de 2012

    Começou a season das Endurances

    Boas

    Agora que finalmente a idiotice cretina que fazia do GT 5 uma cretinice idiota acabou, nomeadamente o ter que ter a consola ligada 9 ou 24h reais para fazer as provas de endurance (mais horas, visto que preciso de fazer coisas como dormir ou comer), voltei de novo a esta merda de jogo para ver se o acabo de vez.

    Comecei pelas 9h de Tsukuba e decidi-me fazer com um carro que é uma mera pulguita em relação aos demais na prova.

    Um Catheram Seven Fireblade.




    De facto, foi muito divertido jogar com este carro, especialmente com a vista interior, algo que me habituei no Shift 2 e me dá uma noção inteiramente nova de jogar em vez da bumper cam, muito mais real e intensa.
    Ou melhor, por acaso foi no GT 5 Prologue, que todos os carros tinham esta vista, mas chego ao GT 5 e só alguns a possuíam...palhaços.





    Podemos ver que, como não é um carro japonês, os manómetros não mexem, os pormenores são uma merda e quando metemos uma mudança, demora 1s até se ver o efeito no ecrã, algo que é comum a todos os carros e incompreensível. O Shift 2 dá-se ao trabalho de pelo menos mudar as engrenagens quase em simultâneo.

    Menos compreensível é podermos remover todos os excessos do ecrã, como manómetros, lista de pilotos, que é uma estupidez!, mas algo que é absolutamente necessário numa endurance, como o nível de combustível pelo menos!, já nem peço os pneus, desaparecer quando removemos o velocímetro/taquímetro.

    Simplesmente não se percebe!

    Mas adorei o meu Catheram de 200 e picos cavalos a correr contra colossos de 500Cv como o S2000 GT 1.

    Uma pulga no reino de elefantes e ainda me dei ao luxo de descansar nos últimos 10m.



    De modos que embalado por isto, decidi-me começar ontem a afinar um carro para Le Mans.
    Após ter perdido uma hora e meia com um Ferrari 330, que seria lindo correr com ele, cedo me apercebi que não teria a mínima hipótese contra a "nova geração".

    De facto, os tempos constantes de 3;45m não servem para tempos de 3:30 que os outros faziam. A idade pesa, por isso decidi perder mais uma hora e picos a afinar um dos carros pelo qual sou um apaixonado desde o GT 2:

    O Toyota GT-One TS020 '99



    Tal como com o Ferrari, afinei com duas coisas em mente. O conforto, usando um setting mais mole para evitar um rolamento muito duro nos pneus e evitar correções nas lombas e correctores que façam desiquilibrar o balanço do carro, maximizando a duração dos pneus, e a economia de combustível, evitando ao máximo muito apoio aerodinâmico, que preciso no final das Hunadiéres e nas curvas Porcshe, e uma direcção precisa.

    É nestas provas que o Menu AI se torna uma coisa que adoro, porque consoante o desgaste dos pneus, posso simplesmente adicionar um pouco de TCS para evitar maiores males, aumentar o ABS para não perder a eficiência de travagem com pneus mais usados, bem como regular o equilíbrio da travagem consoante o comportamento se altera.

    Mais uma vez também a ausência de telemetria disponível se mostra uma coisa gritantemente irritante na hora de metermos combustível.
    Se no GT 4 eu podia simplesmente fazer um splash'n'dash, ou seja, com os pneus em condições, poderia só meter combustível escolhendo inclusivé quando parar, uma vez que tenho essa opção.

    Aqui não. Temos que mentalmente ver que quantidade precisamos para cada jogo de combinação de pneus, num exercício sem qualquer tipo de lógica numa prova que mete muita estratégia.
    Saber quanto consome o meu carro em X voltas para Y estado de pneus é essencial para manter uma liderança com carros equilibrados.

    E depois, o resto.

    Olho para o Shift 2 e é uma festa. Gajas boas na grelha de partida, jornalistas, bancadas cheias, um ambiente de corridas.
    Aqui, é frio, vazio, bancadas com cartões 1D e um ruído irritante de supostas pessoas que mais parecem porcos a grunhir.

    Patético. "The Real Driving Shitulator".

    Yeah, right...

    No entanto, quero correr em Le Mans e Nurb do dia, ao lusco-fusco, à noite e ao amanhecer. Depois posso ficar descansado.

    Assim sendo, vou começar o meu turno de 17m, mais ou menos 6 voltas, que foi o que me durou ontem a primeira troca de pneus.

    Sim, sim, não adianta eu saber que o ano passado os Audi R-10 e os Peugeots 908 faziam cerca de 30 voltas com os mesmos pneus. Aqui, mesmo com duros, são 5/6 voltas.

    Poliphony Digital - A fazer fails desde o GT 5...

    quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

    Pode a indústria dos videojogos ajudar na crise?...

    Boas

    Eu sou um tipo que há longos anos, mas já passando da dezena, me tenho batido contra o preço praticado em Portugal pela Música. E consequentemente, do meu segundo vício, os videojogos.

    Nunca percebi a inflação dos mesmos, especialmente quando me comecei a dar conta mais a fundo dos preços practicados lá fora.
    Apesar de tudo, fui um dos muitos resistentes à chamada "pirataria" consumista.

    Um dos meus maiores prazeres era pegar no motão, ir à Virgin, ou Casa da Musica, ou Bimotor, ou à Carbono e trazer 15/20 CD's todos os meses. Ao fazê-lo, estava a contribuir com o IVA (na altura, 19%) para sustentar a máquina do Estado. Para pagar pensões aos velhinhos com pensões de miséria, hospitais, creches, etc..

    Isto pode parecer mariquice, mas continua a ser a razão pela qual pago os meus impostos e as minhas contas religiosamente. Acredito no meu papel individual na Sociedade colectiva.

    E ocasionalmente, uns jogos PSX, depois PS2, tudo inserido no meu budget mensal.

    No fundo, fazia circular o que ganhava. Apesar de, como disse, estar contra a tributação de algo que é no fundo Cultura, a 19%.

    Nunca vi diferença entre um livro e um CD. Ou um jogo. Logo, entrei nas petições e diversas manifestações para que fosse equiparada a taxa desses produtos duma forma fervorosa.

    À medida que fui crescendo, e a taxação de 19% para 21% também cresceu, a "pirataria" começou a ser uma forma de separar o trigo do joio. Já não me podia dar ao luxo de comprar flops, como o White Irisis Blind
    dos Scorn, por exemplo. Tive que começar a ser selectivo. Para grande tristeza minha, porque adorava pegar num álbum, "senti-lo" e decidir se o levava ou não.

    Quase que o sentia mesmo. Era um jogo que adorava fazer, e quando o álbum era bom, ficava mesmo satisfeito pelo meu "instinto metálico" ser tão apurado.

    Mas com os aumentos, reduzi drasticamente o consumo de originais, seja musical ou de videojogos. Logo, o que eu acrescentava ao Estado, por culpa da sua própria ganância imediatista, decresceu.

    Isto que acabei de descrever acima deve ser entendido como um prefácio. Uma introdução.


    Nos dias de hoje, com todo o conhecimento a mais, torna-se óbvio que há coisas por explicar nos preços practicados. Não consigo conceber como dei 21€ cada há uns 9 meses atrás pelo Testimony of the Ancients ('91) e o Consuming Impulse ('90) dos Pestilence
    (porque andava a refazer em CD tudo o que tenho em vinil) e esses mesmos trabalhos são vendidos a pouco mais de 8/9€ já com portes vindos do UK.

    O mesmo com os jogos, como todos sabemos. Não concebo como um jogo com um retail value de X, lá fora é vendido a uma taxa Y com um preço Z, mas cá é influenciado por factores estranhos que o aumentam a Z++.

    E isso é fácil de ver consoante as taxas practicadas nos países
    .

    Se um jogo tiver um valor de, imaginemos, 45€ à cabeça, e se tiver uma taxa de 20% no UK (que na realidade são 17,5 actualmente), dá-nos um valor de 54€ (sem portes) . Note-se que fui para a taxa máxima.

    Esse mesmo jogo, em Portugal, é-nos taxado a 22%, logo 71€ actualmente é o preço normal.

    São 17€ perdidos algures.

    O mesmo "algures" que faz com que eu tivesse pago 21€ por algo que é vendido, com portes, a 8/9€ na música.

    Isso explica ter pago 48€ pelo FF XIII na Amazon.uk e não 70€, valor cá. Eu dei 5% de VAT aos bifes (OMG! Eles consideram um bem essencial um videojogo...tal como cá o golfe para elites ou ginásio para meninas ricas...), e não o valor correspondente ao Estado português.

    Duma forma interpretativa muito liberal, escapo-me ao fisco pelo mesmo bem consumido duma forma absolutamente legal.

    Claro que o meu caso pessoal, é o meu caso pessoal. Mas vamos ver uma coisa. Quantos de nós, gamers e musicólogos, existem?

    A resposta é simples: muitos. E alguns consomem imenso.

    Portugal é um país muito dado à cultura, seja sob que tipo de arte for. Isso explica, por exemplo, que se continue a ir ao cinema com preços absurdos, em salas que são uma merda, para ver filmes que, muitas vezes com 1 ou 2 dias de projecção, já têm riscos. E eu vi isso no LoTR 3, Matrix Reloaded e Harry Potter 2!

    Explica a imensa afluência aos festivais de musica, ao acarinharmos bandas como Guano Apes ou Skunk Anase mesmo antes de subirem ao estrelado, ou à nossa preferência por videojogos.

    Fã-clubs da Sega (que eu, orgulhosamente ainda tenho o cartão na carteira. Sou Sega fã até morrer!) ou Nintendo, revistas a elas dedicadas na altura, revistas para consolas generalistas actuais ou especializadas, todos temos a perfeita noção que nós, gamers, somos mais que muitos.

    Sim, existe toda uma indústria associada que com a nossa contribuição, comprando-as, reverte para o Estado, cria emprego, dinamiza a Economia.

    Todos nós dispostos a desembolsarmos dinheiro para o Estado, em software, hardware ou consumíveis diversos, nas mais variadas plataformas. Nós, Sony fãs, Xbox fãs, Nintendo fãs, PC fãs, todos nós, no mesmo barco.
    Adoramos as nossas máquinas, queremos os melhores títulos e divertirmos-nos.

    E o que faz o Estado com tanta vontade e gosto pela Cultura? Aumenta para 23% o IVA e cerceia a nossa vontade de sustentar o Estado, "obrigando-nos" a dar o dinheiro de impostos a países terceiros.

    Acho que este é um passo errado. Porque existem as tais alternativas. E sempre que compramos lá fora, o Estado perde.

    Eu adoro Portugal. Acho que, mesmo mal como tudo, no panorama político, mesmo sendo constantemente fodidos porque o alvo a abater pelas agências de rating é o Euro, não nós, somos o mais democrático, ordeiro e belo país da Europa, e do Mundo.

    Não é à toa que todas as bandas que cà vêm nos adoram. Somos apaixonados. Vivemos anos sob ditadura, aprendemos a crescer, temos os nossos defeitos, é certo, mas continuo a amar esta país.

    De modos que me dá pena ver que os governantes continuam a não pensar num simples facto:

    O Português gosta de comer, passear e divertir-se.

    Aumentar ainda mais a carga fiscal que incide nestes factores só vai fazer com que não só haja uma retracção no consumo de bens, como cada vez mais, e com mais divulgação em diversos sites e fóruns da net, o dinheiro que poderia ir parar ao Estado, vá parar a outros.

    Sim, porque quando lemos que é o consumo interno a mola da economia, seguida das exportações, parece-me óbvio que é a galinha de ouro que deve ser fomentada a continuar a dar ovos.

    Acredito que o nosso mundo gamer, e falo novamente de todas as plataformas, poderia ter uma importante palavra no crescimento económico caso nos sejam dadas as devidas condições,
    porque temos uma das mentalidades que regem o Mundo actualmente.

    Somos consumistas impulsivos, o capitalismo no seu melhor.

    Só isso explica que se paguem DLC's e afins por jogos incompletos, como já anteriormente escrevi. Mesmo num país com baixos salários e fraca auto-estima.

    Estamos dispostos a abdicar duma poupança minimamente confortável por mais umas horas num disco prateado, ligado a uma máquina que consome tanto como um frigorífico, logo maior conta da luz, logo mais dinheiro para o Estado, com um periférico engraçado, logo mais IVA, logo mais dinheiro para o Estado, tudo com uma percentagem destinada a pensões e subvenções vitalícias duma cambada de chulos que estão bem na vida, mas mesmo assim ainda querem mais dos mesmos de sempre.

    Os chulos de sempre do Estado!

    Pode a indústria dos videojogos ajudar na crise?

    Sim, pode e faria isso mesmo caso condições mais vantajosas nos fossem fornecidas!

    Façamos um "suponhamos":

    Preferem ganhar (preço referência 45€) 10,35€ (55,35€) com IVA a 23% em 10 jogos vendidos ou 30 jogos vendidos com um ganho de 6,75€ (51,75€) numa taxa de 15%?

    Falo de 103,50€ contra 202,5€ arrecadados em IVA de forma imediata nesta forma hipotética de cálculo simplista e leigo. O mais barato vende!

    Menos 3,6€ por jogo, num jogo a 45€, quer dizer que a cada 12 jogos, teríamos um "de borla".

    O que me irrita é que apesar disto ser hipotético, poderia muito bem ser uma realidade parecida.

    Como é que alguém não vê isto, a nossa vontade de consumir, é algo que me causa estupefacção. E revolta. Porque continuaria a gostar de ajudar o meu país, fazendo circular o meu dinheiro nas coisas que gosto, para as pessoas que o merecem por determinadas agruras da vida os impedirem de ir mais à frente. Não toxicodependentes nem preguiçosos que recebem subsídios de inserção sem sequer estarem inscritos num centro de emprego!

    Mas assim, é insustentável.

    Irão argumentar que é imperativo resolver tudo agora, em meia dúzia de meses. Mas não se fazem omeletes sem ovos.

    Um dia, quando abrirem os olhos, vão começar a querer taxar os jogos/semelhantes importados, tal como fizeram aos carros comprados lá fora ou mais recentemente, ao limite de gasolina que se pode comprar e transportar vinda de Espanha.

    Mas aí eu pergunto:

    "-Se a União Europeia é sinónimo de livre circulação de pessoas e bens, como é que me podem cobrar a mais por algo que eu tenho pleno direito como cidadão europeu, que é comprar onde eu quiser e bem me apetecer, com os preços nativos practicados?"


    E no fim, vou continuar sem resposta quanto ao facto dos jogos encarecerem 17€ em média no território luso...


    (Este texto foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

    terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

    Terá Alma uma história interminável?

    Boas

    Todos nós, meninos e meninas, temos gostos diferentes no tipo de jogos.

    Ora gostamos de RPG's, FPS's, plataformas, beat-em-ups, uma mescla de todos, enfim, há sempre algo que nos faz um "clik" cá bem fundo.

    Existe para mim um jogo, minto, dois, pronto, pronto, três, ok, quatro, que, acima de todos, que me marcaram ao ponto de os ter jogado incontáveis vezes apenas pelo prazer insofismável de me provocarem sempre, mas sempre o mesmo sorriso de prazer intenso de os jogar.

    E eles são:

    https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIHmAXxqtRUemq-WC2Q7kzptH51BYTjiOlrnppb3SG98zxG0rztSrokPHZc5HptYRrXxP6XobDAsxZVVSsmBXCxRUAem-vTWwpZuPKiaYBlzDXMXklHKroIMR4xYWnDSmm2QQZWQNYo0Q/s1600/Streets-Of-Rage-Megadrive-EUR.jpg


    http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQHVLwPTlgOkZemOs9qhY9lvi0zyLhaxFmRUvL-y7UJz9ynHnB6Xyfkqs8B8Q

    http://www.videogamesblogger.com/wp-content/uploads/2009/12/wing-commander-iv-ps1-box.jpg

    http://downloadgamesgratis.net/wp-content/uploads/2011/05/052436e2r_solid_pal.jpg

    Sim, eu sei que cheira e tresanda a bolor, mas estes títulos, todos eles, foram para mim um marco. Porque me apaixonei por eles por serem únicos, no seu estilo, no seu visual.

    No "Streets of Rage", ainda hoje não há nada que iguale pegar num tubo e partir os gajos de cabelo espetado, o gordo e as gajas de chicote.

    No "Final Fantasy IX", ainda hoje não há nada, mas absolutamente nada, que me retire a emoção que senti ao ver o Vivi pela primeira vez e a emoção que me deu quando ele descobre na realidade de onde veio.

    No "Wing Commander IV" porque o elenco é de luxo e o guião é digno dum grande Sci-Fi de Hollywood!!! Colonel Christopher 'Maverick' Blair
    (Mark Hamill
    ), Todd 'Maniac' Marshall
    (Tom Wilson
    ) e Admiral Geoffrey Tolwyn
    (Malcolm McDowell
    )!

    Ver desenrolar aquela trama impecavelmente bem realizada ao longo destes 4 belos CD's, naquela pequena máquina limitada, e fazer todos os seus finais foi absolutamente épico e glorioso! Um autêntico filme que me deu horas de prazer.

    E finalmente, "Metal Gear Solid". Não descansei enquanto não salvei o Otacon e a Meryl! Tinha que conseguir aguentar a cena de tortura! Parti 4859 dedos a carregar o 0, mas consegui! Salvei o dia!


    O facto é que, para mim, todos estes jogos acabaram aqui. Têm tanta riqueza, tanto empenho, que são únicos e inimitáveis. Têm Alma. Carisma. Intemporais.
    Deviam ter ficado ali. Como Marylin Monroe, sempre jovem e eterna, sem envelhecer como a Sophia Loren ou a Brigitte Bardot hoje em dia.

    Preservados num tempo que não passa.

    Infelizmente, hoje em dia, raros são os títulos que não são únicos. O Tomb Raider é um exemplo da exploração dum filão incessante que secou, a partir de certa altura. Não se devem lançar jogos ano a ano. Deve-se criar expectativas, saudades, vontade de jogar após algum tempo, IMO.

    E pior que isso, alguns passaram a ser repetições de si mesmos, com uma ou outra alteração. Eu tenho montes de beat-em-ups para a Megadrive e nenhum para a PSX. Simplesmente enjoei de coisas mais ou menos iguais.

    Acontece que um dado novo começou a instalar-se na indústria de jogos.

    Nunca compreendi, a partir de certa altura, lançamentos anuais de jogos de futebol como PES ou os FIFA. Lembro-me que ainda nem todo o meu PES 5 tinha acabado totalmente, nos seus múltiplos modos de jogo e campeonatos, já havia um PES 6, com a mesma mecânica, visuais um pouco mais refinados e até com os nomes reais, mas na essência, o mesmo jogo.

    Que raio, gosto de jogar um jogo, saboreá-lo e apreciá-lo com tempo, não de me empanturrar feito gordo badocha a devorar uma prateleira de éclairs e pasteis de nata numa qualquer pastelaria!

    E muitas vezes, nem se vê diferença entre os bolos.

    Olho para estes CoD's e MW's e a mecânica é a mesma, um ecrã, uma arma dum lado para o outro, nem há preocupações em animar como deve ser a personagem, e o sumo da história, o guião, a ser abandonado a favor dum consumismo imediatista do multiplayer.

    Deu-me gozo jogar o K2 porque havia uma história por trás, mas que caramba, este jogo tem um carisma impressionante!, e estas coisas de FPS's a mim nem me assistem.
    E sim, o Medal of Honor Frontline foi algo que adorei jogar, mas chega a um ponto que já há tanta coisa igual, que me saturou, tal como antes os beat-em-ups.

    Da mesma forma, o God of War tem 3 dos melhores títulos de sempre em 2 plataformas Sony, com uma prequela deveras impressionante na PSP. É o guião, mais que tudo, e a beleza da mitologia grega, que nos mantém agarrados a fazer button mashing como se não houvesse amanhã.

    No entanto, até já esta franchise, como pomposamente começaram a chamar, começa a ser demais. O "Ghost of Sparta" já está a mais, e todos nós sabemos que o GoW4 seria uma realidade depois daquele final.

    Houve o "inFamous", original, mas apressaram-se a fazer um 2.0 quase logo a seguir, o "Uncharted", com os seus descendentes a uma taxa de lançamento quase pegado, vamos ter o Prototype 2, The Darkness 2 e por aí agora, todos com pequenas mudanças no visual, mas começa a saturar o que realmente faz um jogo. A história, a sua razão de ser.

    Porquê?

    Porque esgotam o filão das boas ideias? Porque não deixam esses jogos descansarem mais tempo? 3/ 4 anos entre eles. Não digo os 10 anos do Duke Nukem, que isso foi ridículo!, mas porque mandam tudo ao mesmo tempo, com pouco espaço entre eles, saturando o mercado com ideias já vistas, onde as novidades se resumem a alterações que muitas vezes até podem ser feitas no jogo original via um DLC?

    Afinal, o motor gráfico é 99% das vezes, o mesmo!

    Mas é isso e as modas.

    Temos o exemplo do GoW3, Dante's Inferno e Darksiders, tudo lançado num espaço de menos de 6 meses. Tudo num mesmo filão.
    Temos o FF XII, Valkyria Chronicles e o White Knight Chronicles também num mesmo tempo espectral de lançamento.
    Agora, CoD4, BF 3 e MW3, seguidinho.

    Porquê? Torno a perguntar.

    Porque é bom para a carteira deles, dirão vós. Mas este confronto de editoras com produtos semelhantes só me satura.

    Sou um "romântico" ingénuo em muitas coisas, admito-o. E sem problemas.
    Custa-me pagar por coisas que nada mais são que cópias.

    Talvez seja por isso que os mais atentos tenham reparado que as minhas escolhas acima são jogos antigos. É que mesmo os que tiveram direito a sequelas, com tempo de descanso entre eles para não enjoar, foram, no mínimo, escritos de novo.

    "Tudo o que tem um Princípio, tem um Fim."



    É quando terminam de vez que se tornam especiais.

    Grande parte dos jogos intermináveis actuais de "copy/paste" são coisa que a mim não me assiste!



    (Este texto foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

    domingo, 16 de outubro de 2011

    Shift 2 Unleashed - Primeiras impressões

    Boas

    Yaaaaaaaaaaaaaay, não é pra dizer mal do GT 5, yaaaaaaaaaaaay! :P

    Pois. Hoje tou generoso.

    Estou a falar dum jogo que comprei pela PS Store e que, mais ou menos, tem o que eu queria que o GT 5 fosse. E como gosto sempre de julgar um jogo pela primeira impressão que me provoca, porque há muitos a fazer resumos e isso é retirar o entusiasmo, fica aqui o que vou já pensando deste título da EA.

    http://cdn.www.needforspeed.com/shift2unleashed/photo/full/79589/ps3/shift2pic_79589.jpg

    Need for Speed Shift 2 Unleashed

    Não é o melhor jogo do Mundo, não será também o pior, mas o facto é que faz o que quero, que é divertir-me.

    Nos primeiros momentos de jogo, limitei-me a conhecer a forma de jogar, escolhendo pistas que conheço de ginjeira. Nomeadamente Suzuka, Nurburbring ou Monza.

    A primeira impressão das pistas em si não podia ser melhor, porque apesar de menos polidas, são muito mais realistas que as figuradas no GT 5. A paleta de cores, os pormenores, como folhas secas no chão, marcas de embates em correctores, até o público não ser copy/paste estúpido (como nos challenges de rally do GT 5!), toda a aura de corrida pura, com GAJAS BOAS E DE BIKINIS REDUZIDOS!!!!!!!!!!!!!! na grelha de partida, dão a imediata noção do ambiente que é suposto ser.

    http://desmond.imageshack.us/Himg205/scaled.php?server=205&filename=shiftexe10.jpg&res=medium

    (nota - isto é do Shift I, tenho que tirar uma pic nova. Nota mental. E sim, isto é um mod especial pra PC, mas quero lá saber. It rocks!!!)

    Corrida, adrenalina, vitória.

    Gajas. E mais gajas.

    Essa primeira impressão vale pelo que este jogo menos vale, que é a física.

    No GT 5 nós podemos manter uma curva de gradiente constante, ao mesmo tempo que controlamos a aceleração sem que hajam alterações repentinas, tudo muito previsível e sob controlo, porque é o que temos na mente que acontece.

    Aliás, o medidor de pressão de aceleração e travagem são duas ferramentas que aqui me fazem uma enorme falta, por estar tão habituado a elas. Mas no lado positivo, não existe o completamente inútil medidor de forças G introduzido aquando do GT 4.

    E os mostradores não são iguais, mas sim uma réplica dos originais. E com um efeito de espécie de espelho que é absolutamente original e interessante, uma vez que até podemos retirar o retrovisor e mesmo assim ter a noção de quem está imediatamente atrás.

    Mas, no fundo, jogar Shift 2 assemelha-se a conduzir um carro a alta velocidade com direcção assistida extremamente leve, como por exemplo, a função "City" do Fiat Panda, onde não existe qualquer "ligação" entre o mover o comando e o que acontece em pista.

    Isso, pra mim, é muito frustrante, uma vez que gosto de trajectórias absolutamente limpas onde sei onde quero meter o carro, com o minimo de travagem e o máximo de velocidade, mas aqui, devido a este problema de progressividade, mesmo que mantenha o analógico absolutamente imaculado, as rodas acabam por sobrevirar inexplicavelmente.

    Se já jogaram Sega GT com o comando da Dreamcast, usando o D-Pad, porque o analógico na posição que está é estúpido, sabem exactamente do que falo. Neste belíssimo jogo ainda hoje, essa jogabilidade incoerente fazia, apesar da maior capacidade de processamento da Dreamcast, o GT 2 para a PSX imensamente melhor.

    Em relação a colisões e efeitos visuais, acho o jogo spot on. Um toque maldoso pode acabar com a corrida. Ponto final. Não há contemplações. E é assim que deve ser.

    Lembro-me duma corrida com um Elise em que levei um toque por trás, a roda traseira esquerda enterrou-se na gravilha e dei um valente pião.

    E estarão vós, ó mui nobre público leitor, a pensar, "-Sim, e depois? Isso todos fazem."

    Pois, mas o meu pião foi mais dum metro no ar, uma vez que foi no eixo vertical, como tantas vezes acontece na curva 1 de Brands Hatch. Quem é apreciador e conhecedor dessa pista sabe que não poderia estar mais real.

    Como já disse, as pistas estão, para mim, mais realistas e com mais detalhes que no GT 5. Dei por mim a despistar-me de forma parva porque estava com mais atenção ao que se passava lá fora que a conduzir.

    Pelo que vi, as pistas originais, e ainda vi poucas, são também elas ricamente detalhadas e interessantes. Por opção, nunca tenho as linhas ideais em que jogo for, porque acho isso gayzolas.

    Logo, quando o jogo nos diz que, apesar da má jogabilidade, temos 70 ou 80% das linhas ideais, com 4/6 curvas feitas como deve ser, dá uma satisfação interior de surpresa agradável.

    E há coisas bem feitas. Compararmos in loco com o nosso pessoal tempos e feitos é giro. Acho o Autolog interessante, partilhar fotos, replays e especialmente poder mandar 10s de corrida para o Youtube imensamente divertido.









    Sim, só 10s. Mas pelo menos dá para vermos as nossas criações em plena acção. O que é totalmente diferente de estarem paradas num estúdio profissional, ali, iguais a tantas outras criações de outros gajos, com mais ou menos spoilers ou jantes, apenas.

    Eu gosto de pegar nisto, o meu primeiro carro, um Chevy Cobal SS desinteressante, monótono, banal:

    http://img641.imageshack.us/img641/3955/30585815516780495371762.jpg

    e após algum trabalho, transformá-lo nisto:

    http://img594.imageshack.us/img594/8300/30304415516785695501762.jpg

    E não precisei de correr 10h de forma frustrante para ter dinheiro. Não. Aqui, já tinha algum tuning mecânico também, após menos de 2h de corrida.

    Com EXP e dinheiro suficiente, posso transformá-lo num carro oficial. Como no primeiro GT. É como pegar num bebé, criá-lo, alimentá-lo, cuidar dele e vê-lo crescer. E correr com ele como carro oficial, não andar a comprar carros oficiais para se ganhar.

    Sobre os carros existentes, não me posso alongar muito, uma vez que, como já disse nem 3h tenho disto. Mas o que há, é muito mais recompensador que 30 modelos de Skylines, 10 de Rx-7's e afins. E muito mais loucos, diga-se.

    Tenho um Elise e um RX-8 que já ganhei e estão absolutamente divinais.

    São carros GT europeus variados, com algumas coisas giras fora da Europa, não JTCC iguais com pequenas coisas fora do Japão.

    As provas iniciais dão uma abordagem ao que podemos esperar. Este é um jogo que é de extremos. Ou se ama, ou odeia.

    Ao mínimo erro, ele pune-vos. Um décimo de desconcentração quer dizer a perca de controlo e lá se vai o primeiro lugar. Mas ganhar com a AI capaz logo nos calcanhares, é recompensador.

    Isto apesar das minhas críticas à jogabilidade, que é mesmo o ponto que mais me irrita aqui.

    Apesar de tudo, por 29€ na Ps Store, é um título obrigatório para quem gosta de jogos de corridas por um preço mais que justo para horas intermináveis de personalização, partilha e divertimento.

    Porque é o que quero mesmo. Ser divertido, estar divertido e curtir a velocidade na segurança do meu sofá.