domingo, 8 de abril de 2012

Começou a season das Endurances

Boas

Agora que finalmente a idiotice cretina que fazia do GT 5 uma cretinice idiota acabou, nomeadamente o ter que ter a consola ligada 9 ou 24h reais para fazer as provas de endurance (mais horas, visto que preciso de fazer coisas como dormir ou comer), voltei de novo a esta merda de jogo para ver se o acabo de vez.

Comecei pelas 9h de Tsukuba e decidi-me fazer com um carro que é uma mera pulguita em relação aos demais na prova.

Um Catheram Seven Fireblade.




De facto, foi muito divertido jogar com este carro, especialmente com a vista interior, algo que me habituei no Shift 2 e me dá uma noção inteiramente nova de jogar em vez da bumper cam, muito mais real e intensa.
Ou melhor, por acaso foi no GT 5 Prologue, que todos os carros tinham esta vista, mas chego ao GT 5 e só alguns a possuíam...palhaços.





Podemos ver que, como não é um carro japonês, os manómetros não mexem, os pormenores são uma merda e quando metemos uma mudança, demora 1s até se ver o efeito no ecrã, algo que é comum a todos os carros e incompreensível. O Shift 2 dá-se ao trabalho de pelo menos mudar as engrenagens quase em simultâneo.

Menos compreensível é podermos remover todos os excessos do ecrã, como manómetros, lista de pilotos, que é uma estupidez!, mas algo que é absolutamente necessário numa endurance, como o nível de combustível pelo menos!, já nem peço os pneus, desaparecer quando removemos o velocímetro/taquímetro.

Simplesmente não se percebe!

Mas adorei o meu Catheram de 200 e picos cavalos a correr contra colossos de 500Cv como o S2000 GT 1.

Uma pulga no reino de elefantes e ainda me dei ao luxo de descansar nos últimos 10m.



De modos que embalado por isto, decidi-me começar ontem a afinar um carro para Le Mans.
Após ter perdido uma hora e meia com um Ferrari 330, que seria lindo correr com ele, cedo me apercebi que não teria a mínima hipótese contra a "nova geração".

De facto, os tempos constantes de 3;45m não servem para tempos de 3:30 que os outros faziam. A idade pesa, por isso decidi perder mais uma hora e picos a afinar um dos carros pelo qual sou um apaixonado desde o GT 2:

O Toyota GT-One TS020 '99



Tal como com o Ferrari, afinei com duas coisas em mente. O conforto, usando um setting mais mole para evitar um rolamento muito duro nos pneus e evitar correções nas lombas e correctores que façam desiquilibrar o balanço do carro, maximizando a duração dos pneus, e a economia de combustível, evitando ao máximo muito apoio aerodinâmico, que preciso no final das Hunadiéres e nas curvas Porcshe, e uma direcção precisa.

É nestas provas que o Menu AI se torna uma coisa que adoro, porque consoante o desgaste dos pneus, posso simplesmente adicionar um pouco de TCS para evitar maiores males, aumentar o ABS para não perder a eficiência de travagem com pneus mais usados, bem como regular o equilíbrio da travagem consoante o comportamento se altera.

Mais uma vez também a ausência de telemetria disponível se mostra uma coisa gritantemente irritante na hora de metermos combustível.
Se no GT 4 eu podia simplesmente fazer um splash'n'dash, ou seja, com os pneus em condições, poderia só meter combustível escolhendo inclusivé quando parar, uma vez que tenho essa opção.

Aqui não. Temos que mentalmente ver que quantidade precisamos para cada jogo de combinação de pneus, num exercício sem qualquer tipo de lógica numa prova que mete muita estratégia.
Saber quanto consome o meu carro em X voltas para Y estado de pneus é essencial para manter uma liderança com carros equilibrados.

E depois, o resto.

Olho para o Shift 2 e é uma festa. Gajas boas na grelha de partida, jornalistas, bancadas cheias, um ambiente de corridas.
Aqui, é frio, vazio, bancadas com cartões 1D e um ruído irritante de supostas pessoas que mais parecem porcos a grunhir.

Patético. "The Real Driving Shitulator".

Yeah, right...

No entanto, quero correr em Le Mans e Nurb do dia, ao lusco-fusco, à noite e ao amanhecer. Depois posso ficar descansado.

Assim sendo, vou começar o meu turno de 17m, mais ou menos 6 voltas, que foi o que me durou ontem a primeira troca de pneus.

Sim, sim, não adianta eu saber que o ano passado os Audi R-10 e os Peugeots 908 faziam cerca de 30 voltas com os mesmos pneus. Aqui, mesmo com duros, são 5/6 voltas.

Poliphony Digital - A fazer fails desde o GT 5...

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