
E do meu escuro canto,
do meu inerte silêncio,espreito,
o amor que gostava de alto dizer,
mas que apenas o posso para mim escrever.
Tecem-lhe loas à toa,
pobres e ignorantes criaturas.
de nada e coisa nenhuma feitos,
com imensos e abismais defeitos,
falsos nos seus intentos,
ignóbeis nos seus sentimentos,
buscando duma Rainha atenção,
a doce Rainha do meu Coração
aquela em quem nado de emoção.
No silêncio da minha eterna devoção...
Pobres e atribulados mendigos,
agarrados aos seus umbigos,espraiando a falsa emoção,
por ela sendo rebatidos,
como as ondas que batem vãs num pontão...
O meu sorriso,pois,razão de ser,tem.
Não é apenas desdém.
Pois onde todos eles falharam,
todos os meus objectivos acertaram.
Pois estava escrito que um dia,
em almas unidas por poesia,
com elos forjados por prazer e alegria,
eu por essa Rainha me apaixonaria,
e que também o seu amor conquistaria,
mas que também num certo dia,
a ela de Alma e Coração me uniria
e para sempre seu fiel escravo ficaria.
Sorrio de todos eles...pois.
Não precisei de mudar.
Não precisei de me fazer aceitar.
Não precisei de imitar.
Não precisei de copiar.
Apenas eu.
Para te Amar.
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