
O Gelo foi tudo o que restou...
resquícios na minha Alma do que outrora
no meu peito forte forte ardeu,
do amor que tristemente se perdeu...
Arde sem flamejar,
da frieza dum distante olhar,
o Gelo que me mina,
de quem agora me abomina,
mas que o meu pensamento domina...
Sinto a falta do cheiro, do corpo,
do sorriso, da ternura,
mas como em tudo no meu passado,
nenhum presente comigo futura...
Como sempre, fui eu o culpado,
maldito meu comportamento alterado!
de dizer sempre o errado,
e sempre errando o acertado...
Nunca mais quero ninguém!
Já tenho a minha conta.
Arranquei o meu Coração
e não deixei ficar ponta.
Estou morto para o Mundo.
Desço nos braços da Solidão,
a minha fiel companheira,
do meu Mundo de Escuridão.
Sinto o Desespero tomar-me,
essa Tristeza que me invade,
a Amargura que me incorpora,
e que toda a Esperança devora.
Descendo nesse turmólio,
um fervilhar de emoções,
destilo sentimentos,
momentos,
lamentos...
"Óh Alma que te esvais de Amor,
e que te enches de Dor,
arrepia caminho,
não cedas a esse Terror!"
Mas estou cansado de ilusões.
Tudo o que toco nasce,
floresce,
morre,
desfalece...
Lutar mais, não me apetece.
Lutar mais só mais me entristece.
Deixo o Sol em mim apagar-se...
Deixo o Calor em mim arrefecer...
Deixo o meu Sorriso desaparecer...
Deixo o meu Coração deixar de bater...
Morri para o Mundo.
Desci nos braços da Solidão,
a minha fiel companheira,
do meu Mundo de Escuridão.
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