terça-feira, 27 de outubro de 2009

Passatempo - Halloween!

Bom, decidi concorrer a isto:

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halloween.jpg

Brrrrrr, comunidade! :WitchyGrin:

Estamos quase a chegar ao Dia das Bruxas! :Scared:

Para celebrar este dia, temos alguns prémios para oferecer ao autor da história mais horripilante que for colocada neste tópico até dia 2 de Novembro!

Todas as histórias têm de estar de acordo com as Regras da Casa. Queremos que sejam criativos, mas têm de ter em atenção que o fórum tem menores de idade!

Ora bem, os prémios que temos para oferecer são os seguintes:

Resistance: Retribution (PSP)

Rachet & Clank: Quest for Booty (PS3)

Scooby-Doo! First Frights (PS2)

Porta-chaves PlayStation

T-shirt do Eye of Judgement

BRUXITA.JPG

Fico a fazer figas, e a desejar boa sorte a todos!

marle :WitchyGrin:

Regras


  • O passatempo está aberto a residentes em Portugal com idade igual ou superior a 16 anos; exceptuam-se os funcionários das empresas Sony Computer Entertainment, as suas famílias, agentes ou outros com ligações profissionais ao passatempo.

  • Todas as participações têm de estar de acordo com as Regras da Casa.
  • O limite de palavras é 400.
  • A data de encerramento do passatempo é dia 2 de Novembro pelas 23:59hrs, hora de Lisboa.
  • A decisão da administração não pode ser contestada.

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Não é que seja bem o meu forte. Aliás, nunca versei sequer algo do tipo.

Ainda por cima, estava limitado a não ter que usar "expressões fortes" por causa do pessoal menor.
Porque de repente, vi um filme na minha cabeça...

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A festa tinha sido grande. Afinal, não são todos os dias que duas almas se prometem uma à outra.

João não cabia em si de contente. Conseguiu aquela mulher que perseguia faz tempo. Finalmente, após tanta insistência, Isabel tinha cedido. Seria sua. Seriam seus, os seus destinos conjuntos.

Isabel brilhava, no seu branco vestido de noiva, mesmo após o passar das longas horas do dia.

Cabelos de ouro, olhos dum mar azul, debroados por um pendente que João tinha oferecido numa pequena loja shaman. Um cristal vermelho-côr-de-sangue incrustrado num ornamento prateado, que balançava numa meia lua, preso a uma cadeia de pequenas contas com brilhantes.

Isabel apaixonou-se por este singelo pendente. Por alguma razão, transmitia-lhe força. E confiança. Nunca mais o tirou. Tinha sido o João, o seu João a dar-lhe.

Mas neste findar de dia, já de noite longa ida, isso era o menos. Estavam juntos. E só isso interessava.


E o resto da noite seria deles. Finalmente, começaram-se a despedir dos convidados, agradecendo a vinda. Sorrisos preenchidos de esperança, olhos molhados, tolhidos ainda pela emoção, desfilavam perante os dois, desejosos de finalmente se poderem abraçar como um só...na prometida Lua de Mel, que seria a mais doce de todas as Luas com Mel feitas.

João: "-Bom mor, estás pronta para irmos?" - rasgando um sorriso largo, ao que Isabel responde com um sorriso malicioso: "-Já lá estamos???..."

Meteram-se à longa estrada que iriam percorrer até ao motel onde poderiam ver o primeiro nascer do sol juntos, como casal.

A noite escura não metia medo, nem mesmo perto das 3 da manhã. 2:47h, para ser exacto, quando partiram. Estava Lua Nova, céu escuro como bréu na estrada que entrava floresta dentro. Sendo que ninguém anda por ali aquelas horas, andar de máximos não causa problema.

Mas o nevoeiro sim. Do nada aparece, em todo o seu sufocante esplendor, o que é normal na montanha. Demorariam muito a atravessar a estrada:

João - "-É preciso ter azar...estava uma noite tão boa..."

Isabel- "-Deixa lá. Vamos devagar. Não tenho pressas."

E assim vão devagar, pelos meandros da estrada da floresta, com o verde substituido pelo branco recheado de opacidade do nevoeiro. Um nevoeiro que com o passar do tempo, começa a ser demasiado para a ansiedade de Isabel:

"-Mor, podes ligar o ar condicionado? Parece que me falta o ar...este nevoeiro...não gosto dele."

"-Sim mor, claro."

Já deveria estar a faltar pouco para chegarem. Assim que vissem a placa do lugar de Vale das Almas, 20m bastariam.

João olha para o relógio do carro, que marcava 2:47h. A viagem demoraria apenas pouco mais que uma hora, demorada agora pelo cada vez mais impenetravel nevoeiro. Mas João repara que essa era a hora em que tinha olhado pela última vez para o relógio.

"-Que estranho...o relógio do carro parece que parou. Que horas tens paixão?"

"- Tenho 2:47h. Porquê?"

"-Porque tenho quase a certeza que essa foi a hora em que saímos..."

Ficaram em silêncio...

Ambos os corações se sobressaltaram ao mesmo tempo...algo estranho, uma atmosfera densa era sentida bem no fundo. Algo...não-natural.

E eis que do branco alva do nevoeiro, a placa com Vale das Almas aparece. João sorri, Isabel também, porque ambos sabem agora que mais uns instantes e estarão seguros. Dão as mãos no carro, olhando-se, quando este se solavanca inesperadamente.

"- Ai! Que foi isto?!?" - pergunta assustada Isabel.

"-Não sei, não sei! O carro está a morrer-me, não percebo!" - João, aflito.

Aos poucos, o carro imobiliza-se...e pára. Apenas as luzes continuam acesas.

João tenta que arranque, mas ele permanece imóvel.

"-Que fazemos agora?" - pergunta Isabel, claramente perturbada.

"-Suponho que pelos vistos o carro avariou. Talvez seja melhor ir meter o triângulo lá fora."

"-Vou contigo!" - grita Isabel

"-Oh mor, deixa-te estar aí, tá frio cá fora e tu só tens o vestido de noiva no corpo. Não demoro. Vou só pôr ali o triângulo depois da placa e não demoro."

Pouco mais de 15m tinha passado da placa. João deposita o triãngulo, como diz o código da estrada. Vira-se e olha para a placa.

Vale

das_____

Almas

E repara num risco escuro a seguir ao "das".

Com afinco, e uma moeda, decide ver o que diz.

Não demora muito até ficar arrependido. Pois agora consegue lêr

Vale
das VOSSAS
Almas

escrito a sangue!

João nem tempo tem para fugir quando um mar de chamas engolfa a placa, apenas deixando visível os escritos!

Corre para o carro, guiando-se pelas luzes. Quer contar a Isabel o que se passou e tê-la por perto.

Chegado perto do carro, grita:

"-MOR!!! MOR!!! Viste aquilo? Vist...mor? Isabel, onde estás?...ISABEL!!!!!!!!!!"

Isabel desaparecera. João entra em pânico. Olha para a floresta, mas branco apenas o que encontra pintado pelo nevoeiro.

"-ISABEL!!! ISABEL!!! ONDE ESTÁS???"

Apenas o som do silêncio responde às suas preces, nada trazendo de novas sobre Isabel.

Destemido, pega numa lanterna, e aventura-se pela floresta. O amor faz com que medos e receios sejam ultrapassados.

"-ISABEEEEEEEEEEEEL!!!!!!!!!!!!"

Pouco à frente repara num clarão tênue de cor avermelhada. E não era o carro, pois ele estava a seguir perto da estrada para a frente.

Segue o clarão, visível no cego nevoeiro. Segue-o até se tornar mais e mais forte. E lá estava ela!

"-Isabel! Bolas! Assustaste-me! Porque saiste do carro? Está tudo bem! Foi só uma avaria! Anda, vamos para dentro dele e esperemos pelo reboque. Ó mor, que lanterna vermelha é essa?"

Isabel vira-se. No seu pescoço, o pendente mistíco brilhava vermelho côr-de-sangue, tal como vermelho com sangue estava o seu vestido outrora branco imaculado, daquela que tinha sido antes o corpo de Isabel, agora pertença de outra entidade.

"-Vem meu amor...junta a tua Alma à minha para a eternidade!!!"

E o nevoeiro levantou...deixando apenas ficar um pendente para trás.

Um cristal vermelho-côr-de-sangue incrustrado num ornamento prateado, que balançava numa meia lua, preso a uma cadeia de pequenas contas com brilhantes, à espera de um novo dono...

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Talvez um dia escreva os pedaços de sangue e gore que vi nesta imagem de Halloween :BigGrin:

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