quinta-feira, 4 de março de 2010

Eu tenho um pressentimento. Mau!

Boas

Hoje venho falar da merda de jogo da selecção. Vou portanto aproveitar para falar mal da IDIÓTICA ESCOLHA que foi feita para a musica da selecção, e cuja tradução para a língua de Camões assassinada pelos idiotas que fizeram o (des)acordo horto-gráfico, eu aproveitei para título desta crónica.

Bléck Ai Piss - I Gotta Feeling.



Aposto que nunca viram uma janela tão pequena de youtube, mas até eu mesmo tenho limites para a minha (in)dignidade e isto é tão merdoso que só tá aqui por querer falar mal.

Para já revolta-me que se use uma "banda" estrangeira com créditos firmados e mais que dinheiro no cú para promover ainda mais.
Começa logo por aí. É uma escolha inconcebível e gostaria de saber qual foi a troca para que isto acontecesse.

Esta música(?!) representa tudo o que acho do mundo moderno da música plasticpopshit. É completamente vazia de contexto, monocórdica, aborrecida, sem talento, sem ideias, baseada em clichés visuais, como uma gaja com cara de cavalo podre de boa e blacks a fazerem macacadas com penteados ridículos para desviar as atenções do óbvio:

  • É um computador manejado por um miudo de 10 anos e um programa musical que faz isto. E eu sei, tive o Music e o Music 2000 para a Playstation e isto é facílimo, juro.

Tardei a perceber o porquê da escolha desta "música", mas de repente vi a Luz!

Escrevi antes sobre esta coisa que era "(...)completamente vazia de contexto, monocórdica, aborrecida, sem talento, sem ideias, baseada em clichés visuais" e é exactamente isso que esta nossa selecção anda a fazer, nos seus jogos, no seu sofrido apuramento para um Mundial onde no nosso grupo, deveríamos ter ganho com 90 pontos de avanço e conseguimos arrancar a ferros um empate com o Caralhistão!

Eu sobre isto tenho apenas 2 pensamentos do dia, que me ocorreram à tarde, sobre o que se passou ontem à noite.

E surgiram-me porque li o que o nosso seleccionador disse sobre "se o jogo fosse na China, não nos tinham assobiado"

Tenho que admitir que não, era fuzilado. Têm uns costumes mais brandos lá na China. Mas adiante.

Num Estado democrático, onde a liberdade de expressão é uma garantia e um direito constitucional, [e não confundamos liberdade de expressão com libertinagem de expressão, como a Manuela Boca Guedes faz e ainda se queixa], há que aceitar o criticismo e a opinião como parte da identidade intrinsecamente ligada a cada um de nós.

Como se ói dizer, "a cada cabeça, sua sentença."

Acho que neste caso, a frustração do Carlos Queixarós é a de não poder arrear no público todo que assobiou por ver um espectáculo patético, como fez ao comentador da RTP que o critica apenas por ver o que eu pelo menos vejo. Não há um sistema de jogo, não há identificação, não há estratégia, há Ronaldo e fé em Deus!

Arreanço, diga-se, prontamente minimizado pelo Gilberto Medoaíl.

Ou seja, temos um empregado do Estado, a ser pago por dinheiros do Estado, porque a Federação conta com dinheiros de todos nós, a agredir um cidadão por "delito de opinião contrária" e minimiza-se o incidente, sem que consequências para um acto que se um de nós o fizer, é prontamente tratado pelo senhor Juiz.

E como somos trabalhadores, e não criminosos, vamos dentro, porque os criminosos em Portugal têm mais direitos que quem trabalha.

Só em Portugal...

Quem assobiou não fez nada mais, nada menos, que expressar repúdio pelo mau futebol sem sentido apresentado. E esta é a selecção que conseguiu arrancar a ferros um empate com o Nãoseiquistão, que ninguém se esqueça disso!

Assim sendo, deixo os meus pensamentos em forma de frases do dia, porque tenho andado numa de filósofo reflectivo ultimamente, porque sinceramente, ia escrever um blog sobre a parvoíce incoerente desta selecção, e já nem me apetece.

Assim, Carlos Queixarós, medita nisto:

"-A grandeza de caratér mede-se pela forma polida como se aceitam as critícas.

-A nobreza de caractér mede-se pela forma com que se aceitam as responsabilidades e erros quye as criticas expôem

-A falta de caractér é não ter a humildade de assumir erros próprios e culpar outrém de forma a se desresponsabilizar pelas consequências."

Mas há mais, e cá pra mim, o melhor pensamento,

"-A mais cega das cegueiras é a que só vê a razão do seu próprio ego".

O futebol é, como todos os jogos, um jogo de risco. Quem joga a medo, com as opções mais seguras, cedo ou tarde, perde. E a história só se lembra dos vencedores.

Eu não tenho pejo nenhum em arriscar num plano suicida.

Eduardo? Siga. Posso viver com isso.

Laterais com João Pereira e Fábio Coentrão.

Porquê? São novos, com a força na verga, são tecnicistas, cruzam bem, apoioam muito bem o meio campo/extremos e causam desiquilibrios que nem uns parvos.

Mau feitio? Sim, mas se meterem na cabeça que pode ser a sua hora, poderemos ter as melhores alas do Mundial!

Ricardo Carvalho, Bruno Alves ao centro.

Apenas o Moutinho à frente dos centrais. Carlos Martins e/ou Nuno Assis no meio campo. Tiago? Ok, pode ser.

Ronaldo, Simão/Nani, Liedson e Hugo Almeida/Nuno Gomes.

"Somos a Raça, a Força e o querer, Portugal Vencer, Vencer!"

É um risco?

Sim. E posso perder. Mas pelo menos tenho e demonstro como comandante a ambição de querer assumir o risco.

Chama-se moralização indirecta, um conceito que gosto muito.

Mal de Pedro Alvares Cabral, Fernão de Magalhães ou Cristovâo Colombo se não assumissem o risco nas suas pequenas cascas de noz, contra mares, vagas e tormentas, e se conformassem por navegar à costa de forma "segura"!

Odeio calculismo e cautela em excesso. Retira a chama da vida. O risco é uma constante da Humanidade. É a chama que move o motor da grandiosidade humana. Sem ela, seriamos uma espécia bucólica, imobilista.

  • O Tunel do Canal da Mancha é impossível? Sim, mas fez-se.
  • A Ponte Viaduct du Millau com os seus 2,6kms suspensos é impossivel? Sim, mas fez-se.
  • Ir à Lua foi um risco? Sim, mas foi-se.
  • Ir ao abisso das Marianas foi um risco? Sim, mas foi-se.
  • Construir nos anos 20, com vigas de ferro e rebites, sem cabos de protecção e expostos aos elementos o Empire State Building foi um risco? Sim, foi, e está de pé!

A sorte não se obtém. Constrói-se. E a sorte surge aos audazes que a procuram. Que são motivados pelo desejo de glória, ambição e desejo se se inscrever nos livros de História como vencedores individuais numa modalidade colectiva.

A superação dos obstáculos por parte da Humanidade mede-se na ambição com que se acredita que se vão transpôr! Convicção. Fé. Força de querer. Persistir. Resistir. Até ao derradeiro momento do triunfo.

E mesmo que não se consiga atingir a testa de ferro, que se morra na costa debaixo de artilharia inimiga, que se sue a camisola com vontade. E mesmo sem conquistar o que se propunha, dos heróis que tudo deram, contarão outros livros de história.

Os da Honra, Orgulho e Dignidade.

Os fracos, que não desembarcam por receios e cautelas, serão esquecidos, erodidos da memória, como a areia que o mar gentilmente traz e leva nas praias, num bailado acompanhado pelo prateado da Lua, sempre presente, testemunha de fracassos e glórias deste pequeno ser que o Homem é, mas que quando se agiganta por força da sua ambição, nenhum mar é demasiado profundo, nenhuma altitude demasiado alta.


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Now playing: Nuclear Assault - [Survive #02] Brainwashed [foobar2000 v1.0]
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