domingo, 20 de junho de 2010

O uso da Tortura Sonora num campo de Combate

Boas

Sim, outro post anti-vuvuzelas. Eu sabia que tinha razão numa coisa que ainda ninguém falou.

Tenho uma teoria para o sub-rendimento das várias selecções.

Excepto a nossa, que tem outras razões.

E a francesa, que tem uma razão semelhante à nossa.

http://www.noiseaddicts.com/wp-content/uploads/2008/09/was3000-2small.jpg

Esta é a Mãe de todas as Vuvuzelas.

Em várias guerras ao longo dos anos, tem sido recorrente utilizar som para desorientar, confundir ou desmotivar combatentes, seja por uso de música que seja ostensiva ou por meios de progapanda. Por outras palavras, é apenas mais uma forma de tortura.

http://www.cerdec.army.mil/news/images/speakers1.jpg

Os seus efeitos estão descritos, a privação de sossego faz parte deles. Níveis de concentração e redução reflexiva-motora são outras das coisas que acontecem e efectivamente os militares estudam-nas e usam-nas para uso em combate.

Eu sei que vuvuzelas não são música, nem sequer têm um tom acústico "limpo", mas o facto é que o que conta são as ondas sonoras, que perturbam vários sistemas dos nossos corpos, consciente ou inconscientemente, para o bem ou para o mal.

Mas como objecto que efectivamente direcciona ondas de baixa amplitude numa direcção, multiplicado por milhares, a um dado ponto apontadas ao campo, eu pergunto:

Foi feito algum estudo sobre o volume sonoro concentrado, o tipo de ondas gerado por acumulação simultânea e qual o seu efeito num atleta de alta competição, sujeito a todos os níveis de stress físico, psicológico e concentração em campo?

Hoje concluí esta minha pesquisa, como podem ver. Não ando a falar mal só por falar.

Não gostei dos resultados que tenho visto sobre efeitos nefastos de ondas sonoras no corpo humano.

Contínuo a insistir que isto é uma estupidez deixarem-se entrar aquelas porcarias em números enormes num estádio.

O sub-rendimento que tenho visto em alguns jogos, como desorganizações colectivas, falta de comunicação, irritabilidade, só podem ter como causa um ambiente sonoro ostensivo, de tortura, com um débito decibélico superior ao que alguma vez se sentiu num estádio, sendo que mutos jogadores, quiçá inconscientemente, parecem afectados mal entram no recinto.

Porque são eles, não o público, que estão no final da vuvuzela, e estão a trabalhar.

Haja respeito!

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