terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Democracia é Democrática ou Hipócrita?

Boas

Todos nós, gajos, ou pelo menos 99%, brincámos quando éramos putos aos índios e cowboys, ou polícias e ladrões.

Ora gostamos mais de um lado, ou do outro, e é assim a Democracia. Aceitamos os diferentes gostos.

Como nos jogos. Especialmente os FPS. Ser um membro duma organização super-secreta ou não e dar cabo de aliens, russos, guerrilheiros de qualquer espécie, tudo bem.

Agora, o contrário, "cidadãos livres" a serem objecto de violência é que não!, porque existem problemas morais! (???)

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Britânicos querem boicotar game que mostra guerra do Afeganistão

'Medal of honor' permite jogar com guerrilheiros do Talibã.
Governo quer impedir a venda do jogo que chega no dia 12 de outubro.


Jogador poderá controlar guerrilheiros do Talibã no modo on-line de 'Medal of honor'.

Jogador poderá controlar guerrilheiros do Talibã no
modo on-line de 'Medal of honor'. (Foto: Divulgação)

O novo game da série de tiro em primeira pessoa “Medal of honor”, o primeiro da franquia a retratar uma guerra atual, nem chegou a ser lançado nas lojas e já provoca polêmica. O secretário da defesa do Reino Unido, Liam Fox, pediu a varejistas que boicotem o game, que chega às lojas no dia 12 de outubro, porque o título dará a opção aos jogadores de controlar personagens do grupo radical islâmico Talibã.

“O Talibã fez com que crianças perdessem seus pais e esposas os seus maridos na guerra”, afirma Fox. “É difícil acreditar que cidadãos do nosso país e de outras nações tenha interesse em comprar um jogo que recriará crimes violentos cometidos pelo Talibã”.

A produtora de “Medal of honor”, a Electronic Arts, respondeu às afirmações de Fox. Em comunicado, a empresa disse que o jogo não será alterado por conta da crítica de políticos ou da imprensa. O presidente da divisão EA Games, Frank Gibeau, disse que “existe muito furor ao redor de jogos que tomam certos riscos criativos, principalmente naqueles que colocam o jogador na pele de terroristas que matam turistas em aeroportos”, em referência ao jogo “Call of duty: modern warfare 2”.

Gibeau ainda afirmou que “em todo o conflito há dois lados”. “Em uma brincadeira de criança existe a polícia e o ladrão”. Segundo ele, a Electronic Arts acredita que os jogos eletrônicos são uma forma de arte e não entende porque filmes e livros que se passam no Afeganistão não recebem as mesmas críticas dos games.

A polêmica em cima de “Medal of honor” se dá pelo fato de que, no modo para diversos jogadores on-line, será possível controlar membros do Talibã que deverão enfrentar soldados do mais alto escalão do exército dos Estados Unidos. Por apresentar este conflito e violência, o game recebeu classificação indicativa de “impróprio para menores de 18 anos” no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Game de tiro em primeira pessoa chega às lojas do dia 12 de outubro.

Game de tiro em primeira pessoa chega às lojas do dia 12 de outubro. (Foto: Divulgação)

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in G1

Isto vindo de quem sabendo que não havia razões, provocou uma guerra por "camaradagem" institucional com os USA, matou civis inocentes e teve soldados mortos por razão nenhuma.

Realmente, a hipocrisia idiota leva muitos idiotas às notícias.

Ficariam assim tão incomodados se houvesse um jogo baseado no Wikileaks para vermos quem "fez com que crianças perdessem seus pais e esposas os seus maridos na guerra”, quem nem guerra com razão foi, como Afeganistão, Iraque e por aí adiante?

Foi culpa dos jogos?

Ou os jogos espelham a realidade dum lado e do outro?

Este tipo de palhaços irrita-me. Só me apetecia espetar-lhes com um abrunho na tromba. Que desperdicío de dinheiros públicos sustentar estes fdp!

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