sábado, 11 de setembro de 2010

GT PSP e as Corridas Viciadas, parte MCXX

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Dinheiro fácil. Quem o não quer?

Mais, sabendo que esse dinheiro compra carros. Carros esses que serão adicionados à garagem do GT5. (embora não se saiba ainda exactamente em que moldes)

Ora, a melhor forma de se ganhar dinheiro, é fazer montes de voltas em Nurburbring Nordeschleiffe. Mas isso implica horas e horas, porque leva pelo menos 7 minutos para se fazer uma única volta.

Por outro lado, há uma hipótese melhor e muito menos trabalhosa que nos pode fazer voltar aos velhos tempos do "elástico" no GT3.

Assim, precisamos dos seguintes ingredientes:

  • Uma PSP
  • Uma edição do GT PSP
  • Um elástico ou similar
  • Acelerador definido no R1 e mudanças a subir no X, ou como quiserem, mas num botão qualquer
  • Um Bugati Veyron
  • A pista "Test Course" oval

22 voltas nesta pista equivalem-vos a 497.250 Cr usando pneus C3, ou mais se mudarem os pneus. A mim, não me apetece. [Edit - o melhor mesmo são 2 voltas apenas por 150.000Cr, repetir a gosto]

Maior numero de voltas também dá mais dinheiro.

Na partida, ponham o elástico a premir o R1 ao início, enfiar as 7 mudanças normalmente com o "X" e toca a correr.

Com esta configuração é fácil manter voltas na casa do +-1.34,4XX/5XX minutos, desde que sejam certinhos na trajectória.

A primeira coisa que vão notar, é que vão correr contra 3 Citroen GT.

A segunda coisa que vão notar, é que logo na partida ganharão um imenso avanço, logo seguido a verem os Citroen a aproximarem-se sem qualquer explicação para o caso, pois normalmente, o Veyron anda mais 30Km/h ou mais que os referidos Citroens.

Ora, 30 Km/h a mais, numa pista com aquele tamanho, deveria reflectir-se de forma drástica no avanço logo na primeira volta.

Mas, mesmo que façam a curva 2 a +-393Km/h, e os Citroen a 365Km/h, na recta da meta, o vosso avanço de apenas 0,6XXs incrivelmente passa para 0,2XXs.

Apesar dos tais mais de 30Km/h durante quilómetros.

Coisas giras que me aconteceram incluem 1.4XXs de avanço na curva 1, um Citroen GT miraculosamente apanhar o slipstream na recta para a curva 2 e acelerar até aos 418Km/h, sendo o avanço reduzido a meros 0,302s.

Mas eis aqui o desafio mais giro, que pessoalmente é o que mais gosto:

Ponham apenas 6 voltas como o vosso target.

Mesmo setup, com o elástico no R1.

Quando a corrida começar, não comecem. L1 como travão, o carro fica parado na linha.

Dêem 20s de avanço aos Citroens e anotem o rácio de segundos que ganham a cada contagem intermediária.

Quando à 2ª volta estiverem na frente, que vai acontecer na recta para a curva 2, continuem a anotar o rácio de segundos ganhos.

Nas repetições, vão querer anotar as velocidades máximas, vossas e do 2º carro, em pontos de referência que sejam fáceis de identificar.

A única dica que dou: encostem-se aos muros do lado esquerdo e não permitam slipstream. Mesmo que estejam com 1s de avanço.

É esta a verdadeira falsidade deste jogo francamente mau.

É esta falsidade óbvia que não quero no GT5, única razão para continuar a jogar isto.

Ora, isto veio a propósito dum artigo que li hoje, sobre as Leis da Física poderem variar mediante várias partes do Universo, algo que parece impossível. Mas, como em tantas outras coisas, cada vez mais se descobre a possibilidade do impossível ser mesmo possível:

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Leis da Física podem variar ao longo do Universo

Pelos dados obtidos pelos pesquisadores, a constante alfa não seria constante, mas variável, contrariando o princípio da equivalência de Einstein, que estabelece que as leis da física são as mesmas em qualquer lugar. [Imagem: Julian Berengut/UNSW]

Uma equipe de astrofísicos está propondo uma teoria que muda radicalmente a forma como entendemos o Universo.

Em um artigo ainda não aceito para publicação em revistas científicas, o grupo afirma ter encontrado indícios de que as leis da física são diferentes em diferentes partes do Universo.

Constante alfa

O artigo propõe que uma das supostas constantes fundamentais da natureza talvez não seja assim tão constante.

Em vez disso, este "número mágico", conhecido como constante de estrutura fina - ou constante alfa - parece variar ao longo do Universo. A constante alfa mede a magnitude da força eletromagnética - em outras palavras, a intensidade das interações entre a luz e a matéria.

Há alguns anos, físicos propuseram que alfa poderia ter variado ao longo do tempo - numa escala de 12 bilhões de anos - mas agora os físicos propõem que ela varia ao longo do espaço.

Pelos dados obtidos pelos pesquisadores, a constante alfa não seria constante, mas variável, contrariando o princípio da equivalência de Einstein, que estabelece que as leis da física são as mesmas em qualquer lugar.

"As implicações para o nosso entendimento atual da ciência são profundas. Se as leis da física passam a ser apenas 'sub-leis locais', pode ser que, embora a nossa parte observável do Universo favorece a existência da vida e dos seres humanos, outras regiões mais distantes podem ter diferentes leis que se oponham à formação da vida, pelo menos tal como a conhecemos," especula ele.

Eixo magnético universal

As conclusões dos pesquisadores foram baseadas em medições realizadas com o Very Large Telescope (VLT), no Chile, e com os maiores telescópios ópticos do mundo, no Observatório Keck, no Havaí.

"Os telescópios Keck e VLT estão em hemisférios diferentes - eles olham para direções diferentes ao longo do Universo. Quando olhamos para o norte com o Keck, vemos em média um alfa menor nas galáxias distantes, mas quando olhamos para o sul com o VLT, vemos um alfa maior," explica o Dr. Julian King, coautor do trabalho.

A variação observada é muito pequena, não mais do que 1 parte em 100.000. "Mas é possível que variações muito maiores possam ocorrer fora do nosso horizonte observável", especula King.

"Depois de medir a constante alfa em cerca de 300 galáxias distantes, surgiu uma consistência: este número mágico, que nos dá a força do eletromagnetismo, não é o mesmo em todos os lugares, como ele é aqui na Terra, e parece variar continuamente ao longo de um eixo preferencial através do universo," explica o professor John Webb, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.


Leis da Física podem variar ao longo do Universo
A variação da constante alfa foi detectada como uma continuidade ao longo do espaço, o que daria uma espécie de "eixo preferencial" para o Universo - é como se houvesse um eixo magnético universal, atravessando todo o Universo observável, da mesma forma que há um eixo magnético de polo a polo da Terra. [Imagem: Webb et al.]

Este talvez seja o elemento mais intrigante da proposta, o fato de a variação ter sido detectada como uma continuidade ao longo do espaço, o que daria uma espécie de "eixo preferencial" para o Universo - é como se houvesse um eixo magnético universal, atravessando todo o Universo observável, da mesma forma que há um eixo magnético de polo a polo da Terra.

De forma bastante interessante, esse eixo magnético universal coincide com medições anteriores que deram origem à teoria do chamado Fluxo Escuro, que indica que uma parte da matéria do nosso Universo estaria vazando por uma espécie de "ralo cósmico", sugada por alguma estrutura de um outro universo.

Variação das leis da física

Se os dados se confirmarem - e não tiverem outra explicação menos revolucionária - um achado como esse poderia obrigar os cientistas a repensarem totalmente sua compreensão das leis da Natureza.

"A constante de estrutura fina, e outras constantes fundamentais, são absolutamente centrais para a nossa teoria atual da física. Se elas realmente variam vamos precisar de uma teoria melhor, mais profunda," arrisca o Dr. Michael Murphy, coautor do trabalho.

A variação das leis da física, seja no espaço ou no tempo, sempre ocupou a mente dos cientistas. Pelas teorias atuais, uma pequena variação de alfa, por exemplo, significaria que as estrelas não produziriam carbono, a base da química que forma a vida na Terra.

É por isso que os cientistas afirmam que são as características "especiais" deste nosso ponto no Universo que criam as condições para a vida como a conhecemos, características estas que poderiam não existir em outros pontos. Uma afirmação de resto circular - poderia haver outros "pontos de equilíbrio", que dariam origem a formas de vida diferentes da nossa, algo como "se a vida não fosse assim, seria diferente" - descartada, obviamente, a hipótese da "não-vida".

"Embora uma 'constante variável' possa abalar a nossa compreensão do mundo que nos rodeia, afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. O que estamos descobrindo é extraordinário, não há dúvida sobre isso," diz Murphy.

Talvez. Mas tudo recomenda que se espere até que o artigo seja revisado por outros cientistas e aceito para publicação em uma revista conceituada. Resta saber, sobretudo, se os outros cientistas acharão que uma variação de 1 em 100.000 é assim tão extraordinária.

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in Inovação Tecnológica


A única diferença entre estas duas claras falhas nas constantes físicas é que o GT PSP irrita-me pela estupidez, o Universo fascina-me pelas suas constantes surpresas.

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