
Pequeno pássaro, de belo trinado,
cujo canto por mim é tão bem amado.
Tu, que livre tão bem cantas.
tu que livre tão bem me encantas.
És como uma manhã solareira,
da minha alegria és obreira.
Enquanto no galho cantas com um sorriso
quando te oiço, estou no Paraíso.
E lá tás tu, sempre a esvoaçar,
felicidade espelhada no olhar.
Fica-me uma doce melodia no ouvido,
Pássaro algum alguma canta tão bem? Duvido.
Como te podem a porta fechar?
Como te podem sufocar?
Nasceste para ser livre,
nasceste para me poder amar.
E assim, nessa gaiola triste,
o teu doce canto mal persiste.
Que pena esse olhar perdido,
que pena esse encanto enfraquecido...
Por isso voa! Voa alto!
Por trás de montanhas e vales!
Pois eu por ti esperarei,
Pois eu de ti cuidarei.
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