sábado, 22 de janeiro de 2011

Gestapo na Capital

Boas

Um título forte, eu sei, mas quando li isto, nem sei se queria acreditar, porque a notícia em si provocou-me uma, e apenas uma imagem.

Já explico.

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Carros mais poluentes proibidos na Baixa de Lisboa a partir do Verão

Os veículos mais poluentes vão ser proibidos de entrar na Baixa a partir do Verão, anunciou hoje Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa e especialista em transportes. As únicas excepções à regra são os carros dos residentes e os veículos de emergência.

O objectivo é que a zona mais castigada pela poluição, a Avenida da Liberdade, passe a cumprir as normas europeias de poluição atmosférica. Assim, as viaturas que não tenham motores pelo menos da categoria Euro I no que respeita à emissão de partículas só poderão circular na Baixa ao fim-de-semana.

Estes carros não têm catalisador, peça que faz o tratamento das emissões poluentes. O seu fabrico data de há cerca de duas décadas. “Nem sequer sabia que ainda havia carros destes a circularem”, reage o presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, que apoia a medida. “Serão sobretudo táxis e carrinhas de distribuição muito velhinhas a serem afectadas”.

Segundo o vereador Nunes da Silva, metade da poluição que existe no eixo Avenida da Liberdade-Baixa é produzida por este tipo de veículos. Daí a necessidade de criação de uma zona de baixa emissão de poluentes, à semelhança do que já existe noutras cidades europeias. “Eu e o presidente da câmara tropeçámos numa notícia que dizia que todas as cidades alemãs iam introduzir este conceito”, contou Nunes da Silva.

Autocarro velho não entra

O controlo das entradas na Baixa deverá ser feito através de operações stop, embora mais tarde possa ser criado um sistema de “selos verdes” para os carros. Se a inspecção de veículos funcionasse em condições, o problema das emissões de partículas poluentes em excesso nem sequer se punha, referiu ainda o vereador. A Carris também não vai poder continuar a ter as viaturas mais antigas na Baixa, admitiu, acrescentando que a frota da empresa tem muitas viaturas cumpridoras das novas exigências.

Nunes da Silva falava numa conferência de imprensa destinada a fazer o balanço da pavimentação de ruas em 2010 e a anunciar as intervenções previstas para 2011. Ficou a saber-se que 44 dos 204 arruamentos que deviam ter sido reparados no ano passado ficaram por arranjar, embora em contrapartida tivessem sido intervencionadas 20 artérias que não estavam programadas. O surgimento de imprevistos e o atraso no desbloqueamento das verbas do orçamento camarário de 2010 foram as razões invocadas pelo vereador para o sucedido.

Em 2011, o autarca espera gastar 7,5 milhões de euros a tapar mais buracos e a pavimentar mais ruas, e mais milhão e meio para reparar canalizações no subsolo. A Câmara de Lisboa vai escolher duas ruas para testar a eficácia de duas novas massas asfálticas para tapar buracos, uma de fabrico norte-americano e outra de origem holandesa.
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in Público

(não pus o resto da notícia, pois é irrelevante. Vejam no link se quiserem)

Ora, o que me interessa aqui é precisamente a frase (e apenas me refiro neste blog a carros particulares, autocarros não me interessam):

«O controlo das entradas na Baixa deverá ser feito através de operações stop, embora mais tarde possa ser criado um sistema de “selos verdes” para os carros.»


Isto deu-me assim uma ideia um tanto ou quanto, imediata. Vai passar a haver, na Capital deste país, portugueses de primeira e portugueses de segunda, mediante o carro que possuem para trabalhar ou deslocar-se, porque não precisam ou querem comprar outro.

Afinal de contas, já pagaram o dele, continuam a pagar a sua propriedade, continuam a dar ao Estado dinheiro e mais dinheiro ano após ano para circular, para inspecções fantoches, pagar no roubo da gasolina, mas, como alguém esgotou a ver todo o porno na net, apareceu esta ideia de merda para forçar as pessoas a comprarem um novo carro, logo mais IUC, mais dupla tributação, logo mais dinheiro pró Estado.

Isto num Estado de Direito, onde todos seriam iguais. Agora, quem tiver um selo destes no carro (se isto for avante), vai ter que se ver com uma cena deste tipo:

http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQG86EJgjuVaY9zDuI3OQzfI5JEeHJt78olprC98iqTSqBKAt54&t=1

"-Não, você não pode ir trabalhar nessa sua "viatura" porque é uma raça nojenta de automobilista que se escusa a pagar ao Estado para ter um carro em condições, fazendo com que a gente fique mais pobre!"


É uma excelente ideia! (na realidade, o selo é para quem pode circular, mas sendo isto uma obra de fixação-pouco-científica, alterei a ordem das coisas. Chama-se criação artística.)

Tiramos os polícias do crime que acontece na cidade para estarem no Marquês de Pombal, qual Gestapo na Capital de Portugal, a verificarem os proscritos automobilísticos da Sociedade em Operações Stop, esses Judeus horrorosos, esse terror para a Raça Ecológica, esse flagelo poluente imenso que o presidente do ACP diz que "nem sequer sabia que ainda havia (carros) destes a circularem".

E ele sabe uma ou duas coisas do que fala!

Pá, isto é o cúmulo da idiotice, da cretinice, da estupidez! O que eu li no artigo, e isso sim, é para ser lido, é que:
«ficou a saber-se que 44 dos 204 arruamentos que deviam ter sido reparados no ano passado ficaram por arranjar, embora em contrapartida tivessem sido intervencionadas 20 artérias que não estavam programadas.»

Portanto, algum paneleiro que recebe de todos nós para trabalhar não fez a ponta dum corno a não ser bater punhetas a ver todo o porn da net, visto que ficam mesmo assim a faltar 20 ruas, das 44 que não tocaram, e sabe-se lá quem se abotoou com o dinheiro!

E é esse mesmo paneleiro que, para desviar atenções da sua total incompetência do que não fez, que me vem com esta ideia estapafúrdia!

É este o despesismo real do Estado. Pagar a idiotas em cargos públicos para ter ideias de merda para foder quem neste país trabalha, muitas vezes com as condições possíveis, para ganhar o seu!

E não interessa o crime nos transportes públicos que querem forçar as pessoas a tomar, não interessa que as pessoas que tenham de vir de fora, sem saber puto de como os transportes andam, não interessa nada disso a estes palhaços.

Quem vier, que nos pague para poderem andar na cidade que não construímos, que não arranjamos, que vos cobramos para estacionar, mas que com os vosso dinheiro nos paga os ordenados para podermos fazer almoçaradas enormes!

Pá! Eu não posso dizer mais do que isto para demonstrar o meu ponto de vista e a minha revolta com os gastos com esta cambada de idiotas! Tanta coisa grave se passa em Portugal, tanta coisa incrível e preocupam-se sempre com o supérfulo e parvo!

Entre ter pão na mesa e um ar mais limpo numa artéria da cidade só porque "a Europa quer", a primeira escolha é a única escolha! Lamento!


(se alguém da comunidade judaica se sentir ofendido pelo paralelo, as minhas desculpas. Se não as aceitarem, temos pena. ALT+F4 resolve o assunto)

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