domingo, 19 de junho de 2011

Heavy Rain - Até onde irias por Amor?



Bom. Pensamentos sobre isto.

Emocionado, definitivamente. Será a minha partilha de experiência mais forte.

Hoje escrevi algures que:


CC escreveu:

quando a dinâmica acelera, é absolutamente viciante!

Adoro um jogo inteligente que joga com os tempos. Existe um ritmo em crescendo, um desenrolar do guião super interessante, um uso de técnicas cinematográficas absolutamente bem conseguido (Pulp Fiction/Kill Bil - Sim, Tarantino em cada poro) e pronto, tou agarrado a isto.

"Até onde irias por amor?" - A mais inteligente pergunta que vi num jogo.


De facto, as decisões são a pedra-base do jogo. Mas também acredito que não será à primeira vez que se joga que acertamos as decisões.

Não por culpa de serem as mais acertadas ou incorrectas, mas porque acho o menu de instruções extremamente dado a erros visuais, ao contrário dum GoW, onde temos as coisas de forma clara no ecrã.

Várias vezes falhei inputs porque a câmara nem permitia quase ver a instrução, especialmente nas lutas. Da mesma forma, o tremelicar das opções também não gosto, algumas ficam demasiadamente imperceptíveis em todas as que tenham mais que uma palavra ou sejam uma palavra longa.

Será o meu único dado negativo.

Sim, eu sei que é para criar tensão, mas há um limite entre criar tensão e perder tempo a ler as coisas que não estão de forma clara, logo podendo morrer de forma inútil.

Adorei a forma como o jogo se desenrola, mais ainda quando as coisas se revelam uma absoluta surpresa (pelo menos para mim foi, apesar de em 2 capítulos ter imediatamente a noção de quem era o OK) , funcionam muito bem as "falsas pistas" que deliberadamente nos dão.

Acho que um bom jogo se pode definir pelo "replay factor". O gozo que nos dá reviver tudo de novo. Tenho muito poucos na minha lista.

FF IX, X e XII, Metal Gear Solid, os GoW, GTA IV, pouco mais.

Este, tenho pano pra mangas.

Li numa entrevista que este jogo só deveria ser jogado uma vez, uma vez que as decisões na vida só se tomam uma vez.

Concordo com o conceito, mas como digo, nem sempre pude decidir talvez como quisesse e nem sempre o movimento é o mais ideal. Aliás, acho a jogabilidade francamente pobre. Mas adiante.

É um jogo estranho. Uns vão detestar, outros, como eu, apaixonam-se. Porque gosto de coisas que me levam a pensar fora do meu mundo normal. Como um bom filme.

E é isto que penso do HR. Um bom filme, em que temos a realização entre as mãos.

Dou um 10/10, apesar das falhas que tem e escrevi antes, até a nível de colisão básica com partes dos cenários.

Mas dou porque é a emoção a falar mais alto. E isso é precisamente o que procuro num jogo.

Assim sendo o meu final foi:

**Spoiler Alert **
Seleccionem com o rato por vossa conta e risco!


O Jayden morreu-se-me porque quando descobri que o OK era um bófia, nem pensei que o facto de estar a sangrar a ver as pistas no ARI seria impossível de sair de lá a dado ponto. Por acaso amuei com isso. Estava a contar acabar com todos vivos.

O Ethan safa-se, a Madison salva-se, o puto salva-se e o OK leva com 2 balázios do Ethan quando anda atrás da gaja boa.


O que me supreendeu, uma vez que ele mesmo tinha levado um balázio, o que pela 2ª vez hoje me tinha deixado mais que amuado!

Agora, vou ver se faço mais finais. Esta é daquelas coisas que não se querem deixar incompletas.

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