segunda-feira, 29 de agosto de 2011

[Not a review] Mortal Kombat 9

Boas


Primeiro que tudo, em segundo lugar, temos o terceiro ponto mais importante que quero transmitir:

  • Isto não é uma review, é apenas uma opinião incompleta no que joguei até agora baseada num sorriso e num prazer que um jogo me tem dado a jogar, e que perdi em 1995 quando comprei o meu Mortal Kombat 3 para a Sega Megadrive.


Por vezes há critérios que se mudam nos jogos que não dá para perceber. Na tentativa de melhorarem, só afastam os fãs. Se um jogo é bom na sua mecânica base e intervenientes, para quê mudar?

Alguém joga Pac Man 3D? Não. Jogamos o clássico, o original, que nos enche de sorrisos nostálgicos.

Longas foram as horas que passei a jogar MK e MK II, mais a minha irmã (viciada do catano!), mais amigos, a fazer autênticos torneios 1x1 tardes a fio.

Objectivo simples: dar uma coça ao outro e passar o resto dos dias a lembrar a humilhante derrota.

Como tal, simples era o jogo. Directo ao assunto, com uma vaga história, mas que mesmo assim era interessante e recompensador chegar ao topo dos topos para sabermos como a coisa se concluia.

Desde sempre que me identifiquei com um único personagem:

http://images1.wikia.nocookie.net/__cb20110704224818/mortalkombat/pt/images/d/dd/Mortal-kombat-deadly-alliance-wallpaper-scorpion.jpg


Portanto, nunca percebi a sua não aparição no MK3, e perdi o interesse na série.

Fui lendo reviews dos spin-offs e outros lançamentos sub-sequentes noutras máquinas, sempre com más prestações. Nunca mais comprei um título MK.

Até este MK9, que finalmente! decidiu regressar às suas origens: Simplicidade e divertimento.

Depois de anos aos comandos do joypad da Megadrive, e depois do Arcade Stick de 6 botões (ainda hoje, fabuloso controlo), necessitei de algum "re-treinamento" mental para me habituar ao SixAxis.

Algo que não me demorou muito tempo, graças à opção de treino, muito útil e que me escusa o trabalho de instalar mais um comando pra estar a bater no ceguinho(não-do-metro) para assimilar os golpes.

Em pouco tempo dei por mim a fazer mais ou menos os mesmos combos, modo de jogar e tácticas que costumava usar há anos atrás. E o bem que me soube, só eu sei. Cheiro a pó de nostalgia e bolor de divertimento.

Especialmente quando o meu polegar esquerdo começou a mostrar sinais de cansaço do D-Pad, que instintivamente regressou à vida. Nunca mais usei um D-Pad na vida desde o comando PSX pré-analógicos, e claro, o Joypad.

Sair dos frames pixelizados de outrora para este luxo de sangue e vísceras actual meteu-me uma subtil lagriminha ao canto do olho. Não só está absolutamente HD-lindo, como tem aquele "feeling" especial que me viciou.

Já mais confiante com o meu Scorp, estava na altura de meter mãos à obra.

Estava curioso com o modo storyline. Como é que iriam pegar nas coisas anteriores e fazer algo dali que conseguisse adequar-se aos tempos actuais.

O facto é que, até agora onde estou tem sido absolutamente épico jogar isto.

Não só a coisa está interessante com os "velhos do restelo", como a integração dos novos elementos se fez com uma naturalidade impressionante, sem se terem que impor no enredo de forma forçada.

Foi criado um mundo credível onde tudo assenta. Honra à Netherealm, e um obrigado pelo enredo.


Enredo que está muito bem feito, diga-se. Dei por mim a querer passar isto pra saber o que realmente se passa, e não apenas encher a boca de porrada aqueles tipos todos.

Não estava era à espera de ter que jogar com todas as personagens. O que pra mim foi fatelo, já que como já disse, apenas um e um só personagem me interessa e apenas com um e só um personagem sabia/sei jogar.

Mas lá está, saía do storyline, treinava um pouco os golpes, combos, ver pontos fortes, como contra-atacar e lá estou a andar com as várias personagens.

No entanto, afirmo: era muito mais complexo jogar no Joypad com os combos da altura que jogar no SixAxis. Facilitaram e de que maneira.

Onde estão os combos meia-lua e último botão ao mesmo tempo que o A, B ou o C? Ou Baixo - Trás -Diagonal traseira (ou prá frente), extremamente fatelos de meter? Gone.

Reflexos da preguiça actual? (Final Fantasyzação XIII...)

Talvez. Mas isso torna-se de somenos importância quanto ao resto. Temos o Ladder, Vs, o online, que não me interessa, e os challenges, tudo contribuindo para a longevidade do jogo.

Sem esquecer a integração como Facebook e Twitter, algo que cada vez mais devia ser a norma porque é cool e geek.

How cool is that????

Krypt e Nekropolis na sua essência adorei. É sempre um misto de expectativa para saber o que vamos comprar com o sangue derramado. Literalmente.

Tudo junto este é um jogo com bom value for money em termos de execução, grafismo, cutscenes e extras. E acima de tudo, divertido. Sorrio enquanto jogo, e nem todos os jogos ultimamente me fazem isso.

Na realidade, só um ou dois me causaram isso na PS3. vá, três, o heavy rain é uma pérola.
Um retrocesso, tendo em conta a PSX, a PS2 e os momentos que me deram.

Claro que falar no MK é falar nos fatalities. E mais que isso, a "beleza" dos X-rays

É uma alegria. Só consigo dizer isso. Apesar de ainda não ter feito muitos, porque estou agora viciado no storyline, mas os que fiz, estão absolutamente fantásticos. Uma selvageria com classe e estilo, lol.

É daqueles jogos que que troféus não me assistem. Essa coisa parva que eleva o "status".

É daqueles jogos que me provocam um sorriso.

Uma frustração quando quando naquele momento quero meter um combo, falha qualquer coisa e levo na boca que nem gente grande.

Em que fico que nem um estúpido a gritar prá tv em tom jocoso/provocador:

"-TOMA!!!! INCHA CÃO!!!"

sem razão pra isso. Porque ele não me ouve. Tá KO. Ou fatalizado.

Estou feliz com este jogo. E com um enorme sorriso de poder dizer bem dele. De novo.

Obrigado Netherealm/Aklaim

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