sábado, 6 de julho de 2013

Uma semana com o Windows 8 (e provavelmente o resto da minha existência)

 Boas

Após uns 15 anos, finalmente comprei um computador novo. Yep. É verdade. Perdi a cabeça.

Da mesma forma que comprei o tablet para poupar algum na electricidade, já que um desktop come pra crl, decidi-me por um portátil em promoção, que era a 599€ há 6 meses, agora apanhei-o por 150€ a menos. Trata-se dum Toshiba Satellite L850-1 HT que no papel é uma máquina muito interessante, vindo instalado por defeito com o Windows 8 64bits, sendo isto pra mim um desvirginar de terreno nos SO´s. Só conhecia os 32bits.

Agora estou na primeira liga do desempenho. Posso ver por...gatos no Youtube em HD sem problemas!

A Máquina




http://multimedia.fnac.pt/multimedia/PT/images_produits/PT/zoom/4/4/7/4026203978744.jpg?201207052008

Ora, primeiro umas impressões sobre o chassis.

Temos então um design elegante, em preto, 2.3kg de potência coreana. Temos 3 USB, uma das quais 3.0, as restantes 2.0, o já usual HDMI, jack para phones e micro, saída de monitor, lan e quem quiser saber o resto veja o link lá em cima.

Ora, eu ia fazer disto o meu desktop, só que mais económico. Portanto ligado à corrente, com teclado, rato e monitor. Porquê? Porque a minha estação de trabalho é super ergonómicamente correcta e descobri que se usar isto, per se, durante pouco tempo, começo a ter fadiga na nuca, omoplatas e antebraços, além dum maior cansaço oftalmológico.

Como workstation residente, só nas minhas condições, portanto.

Temos o nosso wireless, que apanha muito bem o sinal, e com surpresa minha, porque perguntei e disseram-me que não tinha, temos o nosso lindo do bluetooth. A slot para SD é também muito bem vinda.

Como aparelho per se, o teclado é muito confortável de usar. As teclas são plásticas, mas com bom tacto e alguma textura, o que é bom para um bom grip ao teclar.

As dimensões são as normais para o segmente, todo o chassis com as suas arestas redondas e um acabamento estilo fibra de carbono assentam realmente bem.


Portanto eu, que me apaixono por estéticas de coisas inanimadas, gostei imenso do preço, e do que adquiri.  Sim, é bonito. Tem um "dark side" que diz "-Sou um computador de gajo crl!"



Mas nem tudo são rosas.  Critico a ilógica deslocalização do touchpad, nesta nova trend de ter tudo mais à à esquerda, não sei porque motivo. Não sabia que os canhotos tinham tomado conta do Mundo. Como só uso uma mão para deslocamentos, obriga-me a fazer um percurso maior com a mão direita para fazer scroll com o indicador e o anelar. Não, eu não faço uso da esquerda. Portanto um ponto a menos.

No entanto a maior falha de design para mim reside no posicionamento dos vários itens nas laterais. Se na lateral esquerda há uma lógica em ter a USB perto do final do aparelho, ou seja, perto do ecrã, já o lado direito revela-se bem mais...ridículo.

Assim temos que se quiser usar um rato, todo o espaço no redor de 15 a 20 cm vai estar ocupado com o cabo do jack audio, um disco rigído externoo cabo ethernet, que é grosso, e o cabo do monitor, que ainda é mais massivo, praticamente impossibilitando um manuseio correcto se tiver a máquina ao mesmo nível. O posicionamento dos periféricos é a pecha mortal deste atractivo design. Deveriam estar na parte posterior, fora de interacções directas do utilizador.

Porque é o que acontece se usar isto numa mesa plana. Todas as ligações criam um espaço enorme do lado direito. Falizmente tenho uma secretária mesmo própria e permite-me ter 3 níveis em ascensão. Teclado e rato, máquina e monitor. Ergonomia.

Quando ao desempenho, é equilibrado q.b. . Tenho as settings preparadas para o menor consumo possível (ronda os 27 a 29W, not bad) e não se engasga mesmo com o Boinc a bombar computação científica. É responsivo mesmo após uso intenso de por...browsing, se bem que ainda não instalei nada que verdadeiramente puxe por ele, como photoshop ou o photoimpact, cujos cd´s ficaram debaixo da inundação cá em casa.

A autonomia rondará as 3:30 a 4.00h, usando o modo Eco, mas se abusarmos do desempenho e de programas pesados,  um pouco menos, talvez menos 1h completa, o que não é lá muito famoso, digo eu.

 Mas isto já não tem nada a ver com a máquina, por isso passamos ao

Sistema Operativo


Bom. eu o gadget que mais me apaixonou de paixão até agora foi, além da minha PSP-1000 Porcelain White, o meu Sony Tablet S, que como referi num dos blogs, a única coisa que o retém é a merda do Android.

Aqui, teremos um caso semelhante, mas pior.

O SO que acompanha este chassis é o Windows 8, com licença OEM. Digamos que isso não me causou preocupação, porque sempre tive na ideia que iria cá espetar o Ubuntu 12.04 e esse seria o meu SO principal, como já o era.

Acontece que o facto disto não ter sido planeado (o disco do meu pc berrou, comprei um novo e a gráfica começou a flipar, pelo que num impulso consumista, e vendo a promoção, fui de cabeça) quer dizer que não fiz uma pesquisa a fundo sobre certas coisas importantes, nomeadamente o dual-boot com W8 e o modo de funcionamento do mesmo.

Ora, comecei a estranhar porque ao ter o chassis na mão, virei-o para ver o sticker da Microsoft com a licença do SO, mas não vi nenhuma. Perguntei e disseram-me que deveria estar dentro da caixa num papel, ou no compartimento da bateria, que achei estranho mas hey, nunca tive um portátil. Pensei ser normal.

Isto até ligar a máquina. O interface é o do windows 7 porque o gajo me deixou lá um programa que faz com que o menu iniciar, uma forma racional de trabalhar, apareça, o que encarecidamente agradeci, porque já sabia algumas coisas da interface Metro, e nenhuma delas eu gostava.

Ora, que dizer do W8?

Numa palavra, imbecil.

O porquê é simples, se bem que algo difícil de explanar, a menos que sejam dados exemplos em concreto duma forma visual. Mas vou tentar.

No Ubuntu tenho uma funcionalidade que me permite ter 4 "monitores virtuais". Posso ter o browser aberto num, o photoimpact noutro, Boinc noutro e o Amule no último. Um único monitor, várias áreas de trabalho intercambiáveis multifacetadas, onde posso obter uma optimização de processos e rapidez com que faço as coisas, sempre acessíveis com um simples atalho. Simples, prático, eficiente, limpo. Simplesmente funciona.

No W8 optaram por fazer 2 áreas de trabalho, mas que são tão díspares como elas como a distancia do Sol ao centro do Universo!

Assim temos a área de trabalho Desktop, que é o interface já conhecido do Windows 7 (como disse, o meu look está diferente e não me apetece fazer aqui prints, porque este blogger está uma merda e não dá para redimensionar as coisas como antigamente. Google, fode-te!)

http://winsupersite.com/site-files/winsupersite.com/files/uploads/2012/12/rdc-remote.jpg

e depois a aberração da interface Metro na outra área de trabalho.

http://www.pcper.com/files/imagecache/article_max_width/news/2012-08-07/Windows_8_RTM_Metro_Start_Screen.jpg

Há algo que, antes que me acusem de ter mau feitio, tenho que frisar. Toda a interface Metro é pensada para tablets e smartphones com touchscreen, ou a nova geração de portáteis, com a produtividade daí resultante, logo o uso de métodos de input tradicionais fica limitado nas funcionalidades. O que não entendo é o porquê de quererem fazer um port do Windows Phone. Terá o seu mérito lá, não num desktop.

 É irritantemente frustrante e o seu uso é, na vida real por parte de quem faz uso profissional ou recreação multimédia, nulo. E por razões que já vou endereçar.

Então, o Desktop.

É aqui que o core-buisness das instalações se vai processar, pelo menos para mim foi. E é. E continuará a ser. Porque o Metro é uma merda.

Todos os programas que decidirmos instalar da net, e atenção p-r-o-g-r-a-m-a-s, vão correr nesta interface. Porque o Metro usa "apps". Que são merdas. E o metro é uma merda, e as apps pior ainda. Mas já lá vou.

Assim temos o nosso explorador de ficheiros. Por falar nisso, uma das imbecilidades no .pdf que saquei directamente da Microsoft há uns dias com algumas luzes sobre isto, tem a ver com o file explorer. Eles falam excitados nesta parte, tipo: "-Heeeeey! Olhem só, tão liiiiindoooows que isto é!"

Já não se chama "file explorer", mas agora chama-se pomposamente  "windows 8 file explorer".

Uau Microsoft...uau...

http://i1.kym-cdn.com/photos/images/newsfeed/000/184/961/tumblr_lnvvueuSsj1qcj56b.png

Este é apenas um dos pontos onde se pode ver que esta gente não sabe o que anda a fazer. Parecem os outros a vender uma consola portátil, mas falam em tudo menos os jogos. Né, Sony? E Xbox none? Que por acaso é da Microsoft, portanto é a mesma coisa.

Adiante. No desktop poderão ter os tradicionais atalhos para iniciar programas, criar pastas e fazer a gestão das mesmas, caso não queiram seguir as directorias por defeito de imagens, documentos e afins, coisa que eu nunca usei. Sempre criei as minhas próprias pastas. E isso aqui é o começo da irritabilidade porque eu para fazer uma simples mudança do icone de perfil, tem que ser pelo Metro. E se não estiverem as imagens na pasta por defeito, nada a fazer. Mas já vou ao metro, que como devem já ter percebido, é uma merda.

Sinceramente do Desktop nada tenho a apontar. Agradeço aquele programa que me dá a opção de ter um menu inicial a sério e posso ainda mover a barra inferior para o topo, como o Ubuntu, o que dá um jeitaço. Ganho mais espaço de trabalho e fico com o relógio sempre ali. Porque eu detesto estar entre barras superior e inferior, por isso ocultava a última barra de tarefas automaticamente. Ficando sem relógio, o que é chato.

Explorar ficheiros é tão fácil como sempre foi no XP, mas a catrefada de merdas que meteram ali de icones e o crl, algo que um simples dropdown menu fazia, é algo que não tem sentido. Não era preciso. Fica feio, confuso e é desnecessário. Mas funciona bem, é apelativo. Há que dar o crédito quando se deve.

Aliás, passear pelo meu computador, ou ir às opções administrativas, ver desempenhos, acessar os programas Toshiba por defeito, tudo porreiro. Poderia ser mais rápido, isto é um quad-core, caramba!, mas pronto. Habituei-me a ter baixas expectativas, ou serão espetativas?, quanto a Windows.

Em suma, não é muito diferente do XP, o que é bom. Acho o XP um bom SO, apesar de tudo. Foi com ele que aprendi muito, tem um localzinho no meu coração. Sim, posso-o ter trocado pelo Ubuntu, que me oferece muito mais por imenso menos, mas a memória do Homem nunca deverá deixar passar em claro os bons momentos de aventura e descoberta. Não sou mal-agradecido.

E pronto, assim até parece um final feliz. Isto trabalha como deve, não há muito de mal a dizer. E todos vivemos a ver por...videos de gatos no Youtube para sempre e tal.

Infelizmente, não. Porque temos o outro interface inútil.O Metro.

A ideia de ter quadradinhos às cores já seria ridícula por si, mas o mais ridículo são uma sucessão de eventos que me fazem questionar ontem, hoje e sempre o porquê da sua inclusão.

Que se usem apps nos smartphones e tablets, programas mais leves e adaptados a intervaces touchscreen, tudo bem, não me levem a mal. Esta interface terá o seu mérito nos recentes Nokia, porque apesar do meu pessimismo, estão a vender, em bons números, o que me enche de felicidade, porque adoro a Nokia. Tenho uma relação de imenso carinho por ela. Vivi a guerra Nokia-Ericksson e hoje há apenas uma delas.

Mas aqui, é ridículo.

Passo a explicar com um exemplo:

No windows XP, para vermos uma foto clicamos nela e o explorador de fotos aparece logo. Podemos rodar, apagar, definir como fundo do ambiente de trabalho, ou pressionando F11, apresentação dos dispositivos na pasta. Simples, certo?

Vamos então fazer o mesmo, mas no W8. Interface Desktop, vou à pasta onde tenho imagens e clico numa, que está por defeito a abrir com a App Fotografias do interface Metro.

A interface sai do Desktop para o Metro.

Um fullscreen com o icone da app Fotografias aparece. Passam-se longos 15s ou mais. A imagem finalmente aparece. Lado direito do rato não faz nada caso queiramos uma opção para o ficheiro, a tecla ESC nada faz, apresentação de dispositivos não existe.

Confusos? Eu fiquei. Mas hey, tenho mau feitio, pode ser um acaso, por isso vou ver um filme.

Espeto com o meu EHD na usb. Isto sai da interface Metro para o Desktop, para poder abrir o explorador de ficheiros. Perdão, o "windows 8 file explorer".

"-Porquê?..." - lembro-me eu de perguntar. Porque anda isto dum lado para o outro para questões tão simples como escolher um filme. Ou uma foto. Ou um pdf.  Mas hey, vamos lá dar uma hipótese.

Escolho o "Airplane", porque eu adoro filmes que me fazem rir. Dramas já me basta este desgoverno.

Saio da interface Desktop, onde escolhi o filme no "windows 8 file explorer" e abre a interface Metro, 20s depois com o fullscreen dominado por uns enormes botões pausa e play que dominam o ecrã e que se recusam a sair durante um bom tempo.

"-Porquê?..." - lembro-me eu de perguntar. Porque não posso apenas ter o WMP (na altura tava sem net, nem pude instalar o meu querido VLC) e ver uma pequena janela num lado, ao mesmo tempo que tenho o browser no outro?

Sabem, multitasking, como eu faço nas 4 áreas de trabalho do Ubuntu que referi atrás?

Mas por esta altura, e estamos a falar de menos duma hora de uso 0km deste computador, estava a detectar uma tendência. Todas as apps por defeito, Fotografia, Filmes e Leitor, para ficheiros de leitura, se chamados do Desktop, demoram eternidades. Se chamados sózinhos, eternidades demoram.

Que crl! Isto é um quad-core a 64bits crl! Deveria ser mais rápido que a própria luz a aparecerem meras apps que são mais simples que um Explorador de Fotografias, Um WMP ou um Adobe Reader!

E que dizer da imbecilidade das opções administrativas?!

Vamos que quero lançar o Monitor de Desempenho a partir da interface Metro. Qual é o ponto em estar lá essa opção, e abrir na interface Desktop como uma janela Explorer normal das funções administrativas?

E se abro o Firefox de lá, o mesmo vai correr no...Desktop.

Se abro o Nero 12, mesma coisa.

Aliás, se abro qualquer programa para homens, abre sempre no Desktop. É ridículo!

Da mesma forma, é ridículo a falta de controlo por parte da interface Metro. Como disse, uma vez abertas, não existe possibilidade de interagir nas suas propriedades com o LDR. É irritante a tecla ESC não funcionar quando queremos simplesmente sair. Tem que se usar a Super Key (windows key) para voltar ao ecrã inicial ou usar os atalhos de teclas, o que eu aconselho fervorosamente a memorizar, porque é menos um stress!

Quem compra um computador de 500€ ou mais não quer apps ridículas. Joguinhos patéticos. Não quer instalar calculadorazinhas que o sistema já providencia. Não precisa de ter apps gigantones que só podem ser abertas uma de cada vez.

E especialmente, não precisa de duas interfaces que não se complementam minimamente. Este W8 é como esta coligação que sustenta o desgoverno de Portugal.

Ambos têm um objectivo, que é governar, mas no fundo são totalmente incompatíveis na forma como pensam e querem fazer as coisas!

Só que o pior é que este W8 traz escondida uma função de ditadura terceiro-mundista. Lembram-se do que disse mais acima?

Ora, comecei a estranhar porque ao ter o chassis na mão, virei-o para ver o sticker da Microsoft com a licença do SO, mas não vi nenhuma. Perguntei e disseram-me que deveria estar dentro da caixa num papel, ou no compartimento da bateria, que achei estranho mas hey, nunca tive um portátil. Pensei ser normal.

Isto estava eu bem longe de saber que o boot do W8 não permite correr mais nenhum SO. O facto de eu não ver a licença em lado algum é porque a mesma está embutida no chip aqui nas entranhas da bios, que usa um sistema UEFI , que na prática, depois de ter lido algumas coisas, me vai obrigar a manter esta merda ao invés de instalar ubuntu como eu queria. Sim, esta máquina está bloqueada a esta licença.

Ora, eu acho isto uma infracção aos meus direitos de consumidor. Primeiro, nem informado fui desta situação aquando da compre. Segundo, se comprei o hardware e o software, estou no direito de usar o que eu quiser cá. Pelo que li também, já estão queixas submetidas na UE por parte de utilizadores Linux indignados por esta situação.

Ou seja, isto é tudo mau. Nunca vi, e já mexi no windows 3.5, Millenium, 95. 98, CE e XP, uma merda tão mal amanhada como este W8 na sua versão Metro, e ainda por cima limita-me o direito de mudar.

É a coisa mais imbecil à face da terra.

Tenho dito. E já agora, hey, Microsoft. Fode-te!



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*Update*

Descobri mais uma imbecilidade no mais recente produto microsoft, agora que estou a importar coisas do meu EHD. E sim, esqueci-me de algumas imbecilidades mais, uma delas sendo que a minha conta msn "oficial", com que comecei a usar, agora já não pode ser usada aqui, porque tenho uma "conta microsoft" com o endereço outlook.pt e simplesmente não a posso mudar de novo, a menos que apague o que criei.

Porque a fiz? Porque permite a sincronização com o servidor das diferentes settings. Sim, uma cópia do Ubuntu One.

O meu Win Xp nunca lhe chamou problema ao copiar para um EHD, o meu Ubuntu nunca teve problema ao copiar ou ler.

Já o W8 ao ser confrontado com o pedido duma cópia deste ficheiro - Captura de ecra de 2012-10-06 11:09:32.png - disse que não é possível copiar porque o nome é muito longo.

Desculpem?!?!?!?!

(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

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