sábado, 14 de fevereiro de 2015

Tempo

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Tempo que voa, que passa e corre.
Tempo que ri, chora, se zanga e perdoa.
Tempo inexorável no seu tic-tac dos ponteiros,
Tempo de emoções e sentidos profundos certeiros.

Tempo que é curto quando dele se precisa
Tempo longo, cruel, quando pela saudade desliza.
Tempo que pára quando os olhares se cruzam amados
Tempo intemporal quando dois corpos descansam entrelaçados.

Longe vai o tempo onde o céu me era escuro.
Longe vai o tempo onde o sorriso me escasseava,
Longe vai o tempo da tristeza a cada acordar.
Perto está o tempo onde a cada manhã te posso chamar.

E fluindo, grãos de areia na ampulheta,
uma sombra que marca as horas na parede.
O relógio que avança saciando a sua temporal sede,
o sino que rebomba na igreja,
o ponteiro dos segundos que avança,
o dos minutos que retrocede,
o das horas que desvanece,
enquanto lentamente o mês aparece,
a folha de calendário que inexorável no ano se finda,
a cada dia me dá mais esperança,
quando há uns tempos era desavinda,
a cada ano me encontro mais enamorado,
por uma criatura tão doce, catita e linda.

Tempo.
Tempo que passa sem parar.
Tempo de sonhar, sorrir e recordar,
que sabe sempre a pouco o tempo de te amar.


(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)

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