Tempo
que voa, que passa e corre.
Tempo
que ri, chora, se zanga e perdoa.
Tempo
inexorável no seu tic-tac dos ponteiros,
Tempo
de emoções e sentidos profundos certeiros.
Tempo
que é curto quando dele se precisa
Tempo
longo, cruel, quando pela saudade desliza.
Tempo
que pára quando os olhares se cruzam amados
Tempo
intemporal quando dois corpos descansam entrelaçados.
Longe
vai o tempo onde o céu me era escuro.
Longe
vai o tempo onde o sorriso me escasseava,
Longe
vai o tempo da tristeza a cada acordar.
Perto
está o tempo onde a cada manhã te posso chamar.
E
fluindo, grãos de areia na ampulheta,
uma
sombra que marca as horas na parede.
O
relógio que avança saciando a sua temporal sede,
o
sino que rebomba na igreja,
o
ponteiro dos segundos que avança,
o
dos minutos que retrocede,
o
das horas que desvanece,
enquanto
lentamente o mês aparece,
a
folha de calendário que inexorável no ano se finda,
a
cada dia me dá mais esperança,
quando
há uns tempos era desavinda,
a
cada ano me encontro mais enamorado,
por
uma criatura tão doce, catita e linda.
Tempo.
Tempo
que passa sem parar.
Tempo
de sonhar, sorrir e recordar,
que
sabe sempre a pouco o tempo de te amar.
(Este blog foi escrito em completo desacordo com o novo acordo ortográfico.)
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