segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Apenas perda de tempo até à nossa extinção!











Isto é daquelas coisas que ando ao tempo para escrever, mas a preguiça leva-me sempre a melhor. Talvez porque saiba que vou ter que pesquisar muito para ilustrar o que penso, ou melhor, o que sempre pensei, depois de saber mais a fundo certas coisas sobre o que nos rodeia, de modo a apresentar factos que me levam a pensar como penso.

Sim, já escrevi sobre este tipo de coisas. Neste caso é diferente. Trata-se duma reflexão sobre a espécie humana e a sua pequenez perante o Universo. E a forma indefesa com que ainda hoje nos apresentamos, apesar da fanfarronice crónica do ser humano.

Como é que a Humanidade anda completamente oblívia ao facto de este planeta, e toda a Vida nele, estar condenado à extinção, conforme os vídeos acima?

E pior, temos vários perigos pela frente. A saber:

  • - Asteróides, ou cometas, de grande porte em rota de colisão com a Terra, que podem provocar extinção em massa de toda a bio-diversidade.
  • - O enfraquecimento do campo magnético da Terra, à medida em que os seus pólos estão a mudar, tal como o Sol o faz de 11 em 11 anos, e que na Terra aconteceu à milhares de anos atrás, com todos os perigos que isso acarreta.
  • - A Lua estar-se a afastar da Terra, causando instabilidades na Meteorologia
  • - O facto de o Sol ser mais antigo que se pensava, e ir começar a consumir-se mais, aumentando o brilho, volume, e consequentemente, a sua zona de inabitabilidade, onde estamos incluídos. E isso já começou, porque o aquecimento global tem também a ver com o facto de o Sol brilhar mais que há 100 anos atrás. Mais brilho, mais calor.

A cagança do Homem em se dizer moderno é algo que discordo faz muito tempo.

Fomos à Lua, sim, mas baseados em tecnologias da Pré-História. Combustão de propelentes fósseis.
O Saturno 5 era um cilindro de querosene e combustível sólido. Nada mais.

O homem das cavernas aquecia-se com o mesmo fogo, vindo de galhos. Os nossos sistemas de transporte actuais alicerçam-se ainda na queima dos mesmos propelentes sólidos que deram início à Revolução Industrial. E isso foi no séc. XIX.

É incrível como em mais de 200 anos, nada mudou, basicamente. Continuamos pegados a velhos hábitos.
A nossa electricidade, é à custa de carvão, o nosso aquecimento através de gás, os nossos carros, a gasolina.

E isto sabendo que, sendo fósseis, e sendo os fósseis algo com um fim, ponto final parágrafo, pouco se tem feito ao longo destes mais de 200 anos.

Como é possível que ainda hoje se gastem milhões em armas, e não na pesquisa profunda duma energia abundante, limpa e inesgotável, que a Fusão Nuclear nos pode fornecer? [Não confundir com Fissão Nuclear, é bem diferente]



Há que conseguir desenvolver esta forma de energia limpa. Tem que ser uma prioridade, não um mero estudo!

O primeiro passo para a era do Homem Moderno é precisamente este. Libertar-mo-nos das amarras dos combustíveis fósseis. A libertação deste tipo de facturas energéticas, vai permitir canalizar verbas para uma melhoria das condições sociais, científicas e de desenvolvimento dos diferentes países.

Outro meio de baixar essa factura, nunca mais ouvi falar nada sobre o uso de estradas para se obter energia barata e abundante, por meio de energias renováveis.
Tendo em conta a quantidade que há, poder-se-ia obter uma significativa redução na presente emissão de gases de estufa. Os custos de implementação desde que em massa, seriam amortizados em pouco tempo, estou bem certo disso.

Há agora a tecnologia para se produzirem painéis solares super-eficientes. Uma cidade média, com painéis destes, poderia ser quase auto-suficiente. Porque não investir no revestimento solar de prédios? Até já há revestimentos nano-solares, que podem ser aplicados como uma camada de tinta. Numa cidade, não só fornece energia, como ajuda a não aquecer o ambiente, logo tornando a vida melhor.

E não se pode poupar apenas com o Sol, mas o vento, mesmo em pequena escala, pode ser utilizado, especialmente neste sistema da Helix Wind, que é bastante interessante. Por pouco que se consiga, desde que massificado, as vantagens serão sempre mais que as desvantagens. Que não as vejo, para ser honesto.

Temos que remodelar pois, a nossa forma de transporte. Já escrevi muito sobre isto, e sou dos que defendem que a melhor forma é a locomoção puramente eléctrica.
Existem muitos lobbies que insistem que a capacidade de carga é insuficiente, bem como as prestações, e sempre me perguntei porque raio não usam a indução magnética nas infraestruturas para carregar baterias on-the-fly, porque isso já é muito utilizado, em menor escala.

E vá lá, alguma cabeça pensa como a minha.

E porque não usar pequenas turbinas eólicas nos carros, para se aproveitar a energia do vento quando se cruza a velocidade, tal como nas turbinas de emergência dos aviões para ajudar também na carga das baterias?

Ou mesmo usar um dos eixos para accionar o motor eléctrico, e o outro para accionar um gerador, que vai repondo carga nas baterias de forma limpa?

Ou as duas coisas em conjunto?

Isto são ideias que tenho ao tempo. Façam-nas acontecer...


O Homem Moderno só o será depois de conseguir dominar uma fonte de energia limpa, inesgotável e barata, e de se conseguir fazer deslocar da mesma forma limpa, eficiente e barata.

E sim, quero que isto aconteça depressa, porque é a derradeira arma anti-terrorista. Sem necessidade de petróleo, o Mérdio-Oriente morre.

http://img696.imageshack.us/img696/3416/assassino.jpg

Sem receitas, os árabes que pagam aos terroristas para manter o petróleo com preços altos, vão começar a cortar nos "donativos". E assim, paz, at last, enquanto os propagadores de ódio morrem nas areias do deserto. Simples.

Adiante.

Depois de atingir o objectivo de termos uma fonte independente de energia, vamos ter que virar o nosso olhar para as estrelas.

Os perigos de objectos próximos da Terra são reais, e há-que desenvolver formas de podermos ter uma protecção pelo menos suficiente, até desenvolvermos tecnologias capazes de a erradicar. Presentemente, no nosso estágio de Homem Pré-Histórico, estamos bem longe de ter soluções minimamente eficazes.

É importante que esta seja uma das primeiras prioridades, logo após o domínio da Fusão Nuclear. Porque ainda continuamos baseados no planeta. Indefesos. E precisamos de continuar a desenvolver o Conhecimento ainda nele, porque a conquista do espaço nos métodos actuais ainda é demasiado cara, pouco eficiente e, lá está, ainda baseada na queima por reacção combustível.

Uma catástrofe nesta altura pode muito bem ser o princípio do fim, mesmo que a extinção em massa não aconteça. Porque o tempo urge, e não pode haver atrasos.

Até porque há uma nova ameaça, que aconteceu milhares de anos atrás. Que é a dos pólos magnéticos da Terra estarem provavelmente a reverter.

Se não sabem, é o campo magnético que nos protege do Vento Solar.

http://www.plasma.inpe.br/LAP_Portal/LAP_Sitio/Figuras/Vento_Solar.gif

Sem ele, estaríamos expostos a todo o tipo de radiação cósmica, bem como a potência total dos raios ultra-violentas.
Sem ele, não poderíamos sair à rua de dia, o risco de cancro ou doença por radiação seria altíssimo. Teríamos que nos adaptar a uma vida nocturna. Ou em opção, viver debaixo da Terra.

Outra das implicações da falha do campo magnético, é a de que tudo o que estiver na Cintura de Clarke, [em honra de Arthur C. Clark, que previu os satélites geo-estacionários] como os nossos satélites, serão queimados. E a nossa vida sem comunicações, GPS, Meteorolgia, será como voltar aos primórdios do Homem.

Porque essa Cintura de Clarke está ela própria na Cintura de Van Allen, que é definida pelo campo magnético da terra.

http://sci.esa.int/science-e-media/img/4b/VanAllenBelts.jpg
http://www.science.mcmaster.ca/mciars/Doug%20Boreham/Website_July2/Images_forwebsite/Van_Allen.jpg

Sem esta protecção, estamos absolutamente indefesos contra o poderio do Sol. Portanto, precisamos mesmo de saber como obter energia para encararmos esta situação.

Mas não é tudo.

A nossa Lua, milhares de anos atrás, estava bem mais perto que actualmente. Com o diminuir da velocidade da Terra, a Lua passou a afastar-se cada vez mais, todos os anos, na ordem dos 4cm.

As implicações nas marés, e consequentemente no ciclo meteorológico, poderão ser graves. No entanto, ainda estaremos seguros no planeta, isto desde que não haja nenhum asteróide ou cometa, claro.

O quem me traz ao que realmente interessa.

http://www.sciencelearn.org.nz/var/sciencelearn/storage/images/contexts/space_revealed/sci_media/images/lifecycle_of_the_sun/108260-1-eng-NZ/lifecycle_of_the_sun_full_size_landscape.jpg

Isto é que vai acontecer ao nosso Sol. à medida que esgota o Hidrogénio, fonte de energia, perde a sua faculdade de garantir que a sua massa fique presa pela sua gravidade.
Na tentativa de compensar a perda de combustível, vai começar a queimar as suas próprias entranhas, inchando, até engolir os planetas interiores, à excepção de Marte.

http://www.astronomynotes.com/evolutn/redgiant.gif

Embora não seja liquido que a Terra seja também ela vaporizada, o certo é que toda a Vida será extinta.

Agora, é certo que isto será daqui a biliões de anos. Mas certo também é que no presente consumo energético, as fontes de petróleo esgotam em menos de 40 anos.

Continuamos entretidos em especulações bolsistas, guerras de merda, mortes por nada, e no fim, é a extinção que está no H0rizonte, seja ela mais, ou menos, demorada.

Ou em prepotências religiosas, que século após século enganam os fracos de mente, prometendo vida para sempre na Terra, mas sabendo que é a Morte que os espera.

Diga-nos padre, é para isto que "Deus" nos "fez"? Para depois nos destruir sem apelo nem agravo?

Deixem-se de contos de fadas! Só servem para eternizar homens no poder através da ignorância do Povo, nada mais!

E se crescêssemos e fossemos começar a tentar evoluir para o Homem Moderno já?

Quanto mais cedo começarmos, mais cedo poderemos salvar esta raça e grande parte da bio-diversidade que, até agora, são únicas neste Universo.

E nesse dia, passaremos de Homem Moderno a Homem Evoluído.

Caminhantes das Estrelas.

Em busca dum novo Lar.

2 comentários:

João Louro disse...

Este foi um dos posts que mais gostei do teu blog, muito interesssante, com muita pesquisa, e fundamentado. Bravo.

Cannibal Corpse disse...

É pena o documentário ter sido removido. Porque fazia todo o sentido quando escrevi o blog, foi sustentado nele.

Por vezes não percebo o Youtube.